CAMPUS UFRJ - CCMN -  Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza 
Avenida Athos da Silveira Ramos, 274 - Andar Térreo - Cidade Universitária.

  

 Local de realização: Campus UFRJ - CCMN 

 

ATIVIDADE 01: OS SENTIDOS DA QUÍMICA.

Coordenadora: Maiara Oliveria Salles

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Química.

Resumo da Atividade: As oficinas temáticas serão baseadas em experimentos que despertarão a curiosidade científica através da relação sentido-ciência, com o intento de explorar a química através dos cinco sentidos dos alunos e de suas percepções dos processos ocorrentes dentro de um grande laboratório chamado cozinha. Serão realizadas oficinas que demostrarão os aspectos científicos em eventos cotidianos, como por exemplo, a oficina intitulada "Entrando numa fria", cujo principal objetivo será demostrar de forma prática as transformações físicas da matéria pelo congelamento instantâneo com nitrogênio líquido (ponto de ebulição de -196°C). Desta maneira, será demostrada de forma divertida e prática a transformação de uma mistura líquida, previamente preparada, em uma massa sólida comestível (sorvete). Outra oficina bastante instigante será a de “Aromas”, onde os óleos essenciais de algumas especiarias serão extraídos e expostos de forma criativa em um jogo didático. 

Faixa Etária: Livre.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 02:JUNTANDO O VERDE COM A VONTADE DE SABER.

Coordenadora:Anita Ferreira do Valle.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Química.

Resumo da Atividade: Os alimentos funcionais podem ser definidos como alimentos que são semelhantes em aparência aos convencionais, são consumidos como parte de uma dieta habitual e podem contribuir para melhorar o estado de saúde do indivíduo. O aumento da demanda por alimentos saudáveis e o aproveitamento de microalgas como uma nova fonte de ingredientes naturais e de compostos bioativos poderiam ser aliados para o desenvolvimento de alimentos com potencial funcional. A microalga Spirulina é uma excelente fonte de proteínas, vitamina B1 e ácidos graxos poli-insaturados. Esta microalga pode ser utilizada como suplemento alimentar para mulheres durante a gravidez e lactação, bem comopara crianças desnutridas. Nesse sentido, o objetivo desta oficina será preparar em tempo real e avaliar através de análise sensorial, alimentos como macarrão, iogurte, pão e biscoito enriquecidos com Spirulina. Na medida em que o público alvo participará de todo o processo de produção dos alimentos, cada oficina terá a capacidade de receber até dez participantes. As oficinas de produção de macarrão, biscoito e iogurte serão apresentadas em até 60 minutos e serão oferecidas no período da manhã enquanto duas oficinas de produção de pão serão desenvolvidas em até 90 minutos e serão oferecidas no período da tarde durante os três dias do evento. 

Faixa Etária: A partir de quinze anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

  

ATIVIDADE 03: A MATEMÁTICA NUMA INTERFACE ENTRE EDUCAÇÃO E SAÚDE.

Coordenadora: Marisa Beatriz Bezerra Leal.

Unidade Acadêmica Envolvida:Instituto de Matemática.

Resumo da Atividade: As oficinas a serem apresentadas através de atividades lúdicas no formato de jogos, desafios e gastronomia tem como objetivo central mostrar que é possível significar ou ressignificar conteúdos de matemática desenvolvidos na escola básica conciliando-os de forma harmoniosa com as práticas de uso dessa área do conhecimento com a conscientização da importância de uma alimentação saudável, contribuindo assim para a promoção de hábitos alimentares saudável. Cabe ressaltar que a consecução deste objetivo exige a promoção de concepções de saúde de modo transversal no currículo escolar e neste sentido deve haver uma atuação conjunta de professores de várias áreas. Além disso, considerando que é papel da Educação Básica a promoção do desenvolvimento integral de seus estudantes, o lúdico se apresenta, dentro de sala de aula, como uma importante ferramenta que permite o desenvolvimento de variadas habilidades e proporciona momentos especiais para o desenvolvimento da socialização e da cidadania, bem como, o desenvolvimento dos domínios cognitivos, afetivos e psicomotores, que possibilitam a formação de estudantes criativos e capazes de construir conhecimentos.

Faixa Etária: A partir de 7 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 04: PRIMEIROS ALGORITMOS EM COMPUTAÇÃO.

Coordenadora: Marcia Rosana Cerioli.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Matemática.

Resumo da Atividade: O transporte eficiente dos alimentos tanto, por exemplo, na descoberta da rota mais eficiente entre o produtor e o consumidor ou na maneira de carregar os conteiners de modo a maximizar a carga transportada são objetos da área de algoritmos, que por sua vez é um dos ramos da ciência da computação. O uso racional dos recursos logísticos para melhorar todo o processamento da distribuição e transporte dos alimentos propicia a possibidade de acesso a mais recursos com maior qualidade, sem o aumento do custo, popularizando e melhorando a qualidade de vida. Além disso, o desenvolvimento do raciocínio lógico e do conhecimento matemático para resolver este tipo de problema alimenta a população de um alimento intelectual, também muito necessário no nosso país e prioritário para a evolução humana. Utilizando recursos lúdicos e materiais manipuláveis, visualizamos como o computador realiza tarefas, quais são os métodos utilizados para isto e porque eles funcionam. Estas maneiras com que as tarefas são organizadas e realizadas são os algoritmos, que dão a ordem em que as tarefas devem ser feitas, e garantem que a resposta final de fato é a que se espera. O desenvolvimento de algoritmos é um dos temas centrais da ciência da computação, que demanda um algo grau de raciocínio lógico e conhecimento matemático de seus realizadores. 

Faixa Etária: Livre.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 05: OFICINA GASTRONÔMICA: EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO CONSCIENTE.

Coordenadores: Claudia Mesquita Pinto Soares.

Unidades Acadêmicas Envolvidas: Instituto de Nutrição Josué de Castro.

Resumo da Atividade: A presente proposta trata da realização de uma oficina prática de elaboração de cookies, de fácil execução, ao público da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e tem como objetivo qualificar o consumidor para a importância da compra consciente e sustentável através da compreensão dos custos envolvidos na produção dos alimentos, sensibilizando para o entendimento dos atores envolvidos desde a produção no campo até a chegada à sua mesa e os intermediários envolvidos inclusive nos custos de todo o processo. A ação será realizada através de oficinas de elaboração de cookies. As oficinas deverão ter no máximo 10 estudantes que serão orientados pelos alunos do curso de gastronomia. Pretende-se que através de cada ingrediente usado e, em cada etapa do processo culinário envolvido que sejam abordadas as questões ligadas à higiene e segurança dos alimentos fomentando os cuidados na preparação e no armazenamento. A proposta visa acima de tudo sensibilizar e educar o consumidor para a dinâmica dos alimentos na perspectiva campo - cidade informando os custos envolvidos na produção e seus impactos na sociedade atual formando um consumidor mais consciente das suas escolhas, especialmente em relação ao consumo alimentar e como estas impactam no mundo contemporâneo.

Faixa Etária: Livre.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 06:MICROALGAS COMO FONTE DE ALIMENTO.

Coordenadora: Paulo Sergio Salomon.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biologia.

Resumo da Atividade: Oficina para observação de microalgas vivas, visando difundir o conhecimento do potencial destes microorganismos como fonte de alimento. Capacidade para 7 participantes por vez, na faixa etária a partir de 7 anos. Microalgas constituem um grupo extremamente diverso de microorganismos fotossintetizantes que formam a base da cadeia trófica em ambientes aquátios. Além do deste importante papel ecológico, microalgas possuem alto potencial biotecnológico podendo ser usadas como fonte direta e indireta de alimento para animais e humanos, incluindo uma gama de produtos de alto valor como corantes alimentícios, nutricêuticos e suplementos alimentares. Nesta oficina são apresentadas as aplicações de microalgas como fonte de alimentos. A atividade consiste da exposição de cultivos vivos de microalgas isoladas de ambientes aquáticos brasileiros pertencentes à Coleção de Cultivo de Microorganismos da UFRJ (CCMR), que possuem potencial para uso na indústria de alimentos. Serão exibidos cultivos em fotobiorreatores de 1 até 10 litros. Os participantes poderão manusear os cultivos, coletar amostras e observar microalgas vivas em microscópios profissionais de alta magnificação (até 1000 X). Uma apresentação em monitor de vídeo mostrará de forma contínua imagens de microalgas, sistemas de cultivo, e os diversos benefícios que delas podem ser obtidos como fonte de alimentos. Para crianças entre 7 e 10 anos serão disponibilizados material de desenho e pintura e massa de modelar para que desenhem e modelem as microalgas que observam ao microscópio. Esta oficina colocará o público em contato com a biodiversidade de microalgas do Brasil e o seu valor biotecnológico.

Faixa Etária: A partir de 7 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 07: APRENDENDO COM AS FRUTAS BRASILEIRAS.

Coordenadores: Cristiana Pedrosa Melo Porto.

Unidade Acadêmica Envolvida:Instituto de Nutrição Josué de Castro.

Resumo da Atividade: Frutas são ricas em micronutrientes e fibras, sendo parte fundamental de uma dieta saudável. De acordo com o Novo Guia Alimentar da População Brasileira as frutas são caracterizadas como Alimentos in Natura, os quais devem constituir a base da alimentação do brasileiro, juntamente com os alimentos minimamente processados. A infância e adolescência são fases de formação de hábitos alimentares, logo trabalhar conceitos de alimentação saudável nessa fase é de grande valia, pois estimula hábitos saudáveis que poderão ser repercutidos na idade adulta. Objetivo: trabalhar as diferentes frutas com crianças e adolescentes, incentivando o consumo de frutas. Materiais e métodos Para a oficina serão montadas quatro caixas surpresa contendo diferentes frutas. As crianças e adolescentes serão vendadas e deverão descobrir quais frutas estão na caixa através do tato e do olfato. A seguir os participantes irão jogar no painel interativo. No painel constarão atividades de educação nutricional com a temática de frutas e suas cores. As atividades desenvolvidas visam trabalhar os conceitos de alimentos in natura, as cinco cores dos alimentos, destacar a importância de se alimentar de forma variada, as vitaminas e fibras que as frutas contém, e porque as mesmas são importantes.

Faixa Etária: A partir de 4 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 08:A CIÊNCIA DA FARMÁCIA UNIVERSITÁRIA VITAMINANDO A SAÚDE!

Coordenadora: Aline Guerra Manssour Fraga.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: O alimento é tudo aquilo que os seres humanos ingerem e que os nutrem, permitindo a regulação e manutenção das funções vitais. Diariamente, o organismo necessita de topos os tipos de nutrientes. Nesse contexto, as vitaminas são compostos orgânicos essenciais para algumas funções metabólicas, e a alimentação é uma das principais responsáveis pela sua reposição no organismo. Em situação de hemostase das funções vitais ou em alguns quadros patológicos, é necessária a reposição diária de vitaminas. A Farmácia Universitária da Faculdade de Farmácia da UFRJ (FU) desenvolve e manipula medicamentos que auxiliam a promoção da saúde, como as vitaminas: tiamina (B1), importante para o metabolismo de glicídios; riboflavina (B2), que reduz os danos causados pelo excesso de estresse e de exercícios; piridoxina (B6), coenzima no metabolismo de aminoácidos; colecalciferol (D3), que participa na manutenção do equilíbrio de cálcio; biotina, coenzima que atua diretamente na formação da pele assim como o pantenol que também atua sobre mucosas e cobalamina (B12) que é indispensável na formação do sangue. Adicionalmente, substâncias da natureza também atuam como ativos em nossos produtos como própolis que apresenta propriedades anti-inflamatórias, o mel com propriedades umectantes e cicatrizantes, o agrião com ação expectorante, e o guaco que tem ação fluidificante e broncodilatador que juntos constituem o xarope de mel e própolis, manipulado na FU. Já os óleos vegetais como óleo de amêndoas doces e óleo de semente de uva, por possuírem vários nutrientes como as vitaminas A, B, E, e ácido fólico apresentam ação hidratante, emoliente e umectante sendo manipulado na FU sob forma de creme. A FU pretende mostrar, por meio de várias atividades o uso racional de medicamentos com foco na atenção farmacêutica. Nessas atividades toda a equipe demonstrará os diversos tipos de dispensação de produtos citados anteriormente, como as vitaminas, mostrando sua importância e a consequência de sua ausência e excesso para o organismo, permeando entre a os pilares de ensino, pesquisa e extensão.

Faixa Etária: Livre.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 09: VOCÊ JÁ COMEU ISSO? AS PLANTAS ALIMENTÍCIAS QUE TE FAZEM BEM E QUE VOCÊ NÃO COMPRA NO SUPERMERCADO.

Coordenadora: Eliana Schwartz Tavares.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biologia.

Resumo da Atividade: Na cidade do Rio de Janeiro existe ainda pouco conhecimento sobre as plantas utilizadas na alimentação no interior do estado. Elas geralmente são cultivadas em hortas e pomares, ou extraídas diretamente da natureza, ou ainda obtidas em feiras regionais, onde são vendidas em pequenas quantidades diretamente pelo produtor/extrator, não sendo, portanto, comercializadas nos grandes centros urbanos. Muitas delas produzem substâncias com propriedades antioxidantes, importantes na desaceleração do processo de envelhecimento e na prevenção de determinadas doenças, como o câncer. Algumas têm sido objeto de pesquisas no sentido de aprimorar a produção das referidas substâncias. Apesar de pouco conhecidas nos grandes centros urbanos, essas plantas alimentícias apresentam grande potencial econômico, sendo, dessa forma, importante a sua divulgação. A oficina é voltada para crianças e adolescentes que terão a oportunidade de conhecer e manipular as plantas, provar receitas produzidas com as mesmas durante a oficina, e plantar sementes para levar para suas casas. Os visitantes terão ainda informação sobre a distribuição geográfica, hábito, morfologia, propriedade nutricional, pesquisas acadêmicas, e potencial de utilização econômica das plantas e seus produtos. As informações serão fornecidas com linguagem apropriada para cada faixa etária. 

Público-Alvo: crianças e adolescentes.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 10: Por dentro dos alimentos

Coordenadoras: Marcius da Silva Almeida.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Bioquímica Médica.

Resumo da Atividade: A integração entre o que é ensinado em sala de aula e o que acontece no cotidiano é essencial para promoção do engajamento dos alunos da educação básica nos conteúdos científicos. Vários autores têm mostrado a dificuldade da abordagem, pelo professor, e no entendimento, pelos alunos, dos conteúdos relacionados a bioquímica de biomoléculas, tanto na educação básica quanto na educação superior. As atividades experimentais como ferramenta para estimular o interesse do aluno, podem ser utilizadas nos diversos níveis de escolarização. Através da oficina “Por dentro dos alimentos” mostraremos que a bioquímica das biomoléculas é importante para entender algumas características dos alimentos como, por exemplo, textura, sabor, cor. Esta oficina se propõe a desenvolver atividades onde alunos da educação básica passem pelo processo de construção do conhecimento científico, mostrando para os alunos que a ciência está em todo lugar, inclusive quando preparamos um alimento. Os monitores deverão contribuir na preparação dos experimentos oferecendo material disponível e mostrando como utilizá-los com segurança, deverão estimular a curiosidade dos alunos, mostrando rótulos de alimentos, alimentos in natura, desafiando os alunos com perguntas, o que irá favorecer um ambiente propício para discussão de ideias e incentivar o teste de hipóteses. O tempo médio para cada experimento é de 15 minutos, temos a intenção de receber 12 alunos, com idade a partir de 12 anos, a cada 30 minutos, sendo divididos em três grupos com quatro alunos por monitor. No primeiro momento os alunos serão apresentados a um conjunto de alimentos (in natura e processados, crus e cozidos, versão convencional e dietética, etc) para incentivar o engajamento nas questões relacionadas a composição dos alimentos, processamento, forma de consumo, conservação e a relação destes com a saúde e a doença. Logo após, os alunos serão estimulados a expor suas hipótese e perguntas e a fazer experimentos para testa-las. Esperamos com esta oficina, pautada no uso de atividades práticas simples, utilizando os questionamentos dos alunos e relacionando o conteúdo de bioquímica dos alimentos com atividades cotidianas, promover uma aproximação dos conteúdos teóricos com a vida cotidiana dos alunos e assim estimular a criatividade e o interesse pela Ciência.

Faixa Etária: A partir de 12 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 11:O QUE OS ALIMENTOS PODEM FAZER POR VOCÊ?

Coordenadoras: Glaecir Roseni Mundstock Dias.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho.

Resumo da Atividade: A oficina O que os alimentos podem fazer por você? propõe- se a apresentar de forma clara e ao mesmo tempo lúdica, a influência que os alimentos podem ter sobre as condições de saúde. A capacidade de atendimento será de 10 indivíduos simultaneamente, adequando-se as atividades e as informações, de acordo com a faixa etária. Uma vez que o conceito de saúde engloba não só a relação saúde-doença, mas também os fatores sócio- econômicos, torna-se importante a promoção da saúde, através de estratégias que busquem a educação em saúde, incluindo uma maior difusão do conhecimento sobre a escolha saudável de alimentos, aspectos referentes ao seu modo de higienização e as consequências dos hábitos alimentares sobre a saúde. Serão desenvolvidas atividades relacionadas à escolha dos alimentos, permitindo que os participantes primeiro escolham entre os alimentos e depois discutam com os monitores, avaliando a composição do prato e o equilíbrio dos nutrientes na refeição proposta. Posteriormente, o participante será convidado a descrever como higieniza os alimentos que consome, buscando-se a partir de seus relatos, esclarecer e apresentar estratégias para eliminar ameaças biológicas e ameaças químicas, representadas principalmente pelos pesticidas, comumente empregados no cultivo de frutas, legumes e verduras. Posteriormente, os participantes serão convidados à medição de seu peso e altura, calculando-se então o seu índice de massa corporal (IMC), de maneira a avaliar se possuem o peso normal, abaixo ou acima do recomendado para a sua altura, idade e gênero. Nesse momento, o conceito de IMC será apresentado com a respectiva classificação, discutindo-se a relação entre as alterações de peso corporal e as doenças associadas. Dessa maneira, a partir das diferentes atividades propostas espera-se discutir e esclarecer as dúvidas relacionadas aos aspectos escolhidos para integrar a oficina, difundindo o conhecimento e as relações importantes entre a escolha, a higienização dos alimentos e os reflexos que esses aspectos podem ter sobre a saúde humana. Além disso, a oficina permitirá uma importante interação com a comunidade em geral, aproximando os alunos de graduação e de pós-graduação com os seus futuros campos de atuação.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 20, 21, 22 e 23 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 12:ALIMENTANDO O CÉREBRO: COMO PERCEBEMOS OS ALIMENTOS?

Coordenador: Alfred Sholl Franco.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho.

Resumo da Atividade: A percepção é o processo pelo qual o sistema nervoso dá sentido às informações recebidas pelos sistemas sensoriais, sendo a responsável pela seleção, organização e interpretação das sensações, constituintes estes elementares para a construção dos nossos conhecimentos. Perceber é associar, distinguir, apreciar, interpretar e comparar as sensações. Além disso, ela contribui para o fortalecendo de memórias e na criação de ligações entre as mesmas visto que as evoca a medida que compara e analisa as informações sensoriais que chegam a todo momento com aquelas que processamos ao longo da vida. Desta forma, é muito importante o como reagimos às características dos alimentos, o que envolve os sentidos da gustação, olfato, visão, tato e audição. Precisamos enriquecer nosso repertório perceptual com informações e nada melhor do que a diversidade de texturas, cores, odores, sons e gostos a que somos expostos durante nossa alimentação. A analise sensorial passa a exercer, mesmo que inconscientemente, um papel extraordinário nas nossas escolhas e preferências alimentares, uma vez influencia nossa capacidade inata de avaliar os alimentos e nos induz a escolher os mesmos conforme suas características sensoriais desde a infância (preferência e/ou rejeição), ao longo da vida adulta e na velhice, ditando nossas preferências por alimentos específicos. A industria e o comércio se utilizam da analise sensorial dos potenciais consumidores para a escolha de corantes, essências, texturizantes, espessantes, formas para moldagem ou corte, dentre outros componentes capazes de influenciar a seleção e a ingesta alimentar, podendo repercutir fortemente em nossa dieta e hábitos alimentares. Neste sentido, o projeto Ciências e Cognição apresenta um conjunto de oficinas que irão trabalhar a estimulação sensorial e o papel da integração neural na percepção dos alimentos, através de um mergulho no mundo dos gostos, odores, cores, formas e texturas que influenciam nossa alimentação: (1) “Capacete do Cérebro”; (2) “Miraculina: o doce da vida”; (3) “Alimentando-se de cores”; (4) “Sabores cheirosos”. 

Faixa Etária: A partir de 3 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 13:PAPO CABEÇA: ALIMENTANDO O SABER E A CIDADANIA.

Coordenadora: José Leonídio Pereira.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Medicina.

Resumo da Atividade: Nossa proposta está vinculada à alimentação do saber no viés da promoção de saúde. Por meio de exposições interativas com materiais visuais construídos pela equipe e vivências participativas. Apresentaremos pôster sobre os passos da alimentação saudável. Assim como destacaremos a via de alimentação fetal com material confeccionado com garrafas pet e espuma: o útero materno, a placenta, o cordão umbilical. A partir dessa proposta estaremos demonstrando também os malefícios para o feto da ingestão de álcool e uso de outras drogas. Contribuindo com essa proposta apresentaremos pôster com exposição da Síndrome Alcoólica Fetal (SAF) e Efeitos do Álcool no Feto (EAF). Assim como, Pôster demonstrativo da Transmissão vertical de Doenças, como Zika, Rubéola, Sífilis e aids dentre outras. No decorrer a oficina “Ludo da Saúde”, na qual haverá a participação dos temas relacionados à constituição dos organismos saudáveis: alimentação, meio ambiente, sexualidade, prevenção, dentre outros. Nesta vivencia lúdica podem ser entregues medalhas aos vencedores. Haverá também duas oficinas com apresentação de vídeos criados pelos graduandos com o objetivo de promover discussões participativas sobre os temas: “Processamento de alimentos (diferenças) /Leitura de rótulos das embalagens” e “Resíduos e o Impacto sobre a Saúde”.

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 14: VOCÊ TEM UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL?

Coordenadora: Fabiano Vinagre da Silva.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Nutrição Josué de Castro.

Resumo da Atividade: Nas últimas décadas, o Brasil passou por diversas mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais que evidenciaram transformações no modo de vida da população. Foi observada uma rápida transição demográfica, epidemiológica e nutricional levando a mudanças importantes no padrão de saúde e consumo alimentar da população brasileira. Observa-se aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade, que se relaciona com doenças crônicas, hoje a principal causa de morte entre adultos. O excesso de peso acomete um em cada dois adultos e uma em cada três crianças. O Guia Alimentar para a População Brasileira (Ministério da Saúde, 2015) apresenta um conjunto de informações e recomendações sobre alimentação que objetivam promover a saúde de pessoas, famílias e comunidades e da sociedade brasileira como um todo, hoje e no futuro. Almeja-se que este guia seja utilizado em todo e qualquer espaço onde atividades de promoção da saúde tenham lugar. O objetivo da presente oficina é fazer com que crianças, adolescentes e adultos reflitam sobre a sua alimentação e sobre hábitos que eles podem adquirir para torna-la mais saudável através de uma atividade lúdica e interativa abordando os principais conteúdos do Guia Alimentar para a População Brasileira. Para esta atividade utilizamos com fundamentação teórica “os 10 passos para uma alimentação saudável” que são apresentados no final do Guia Alimentar para a População Brasileira. Trata-se de um jogo interativo onde, num painel eletrônico, serão feitas perguntas ao participante que deverá escolher a imagem que melhor representa sua resposta. Uma resposta correta faz acender uma luz verde e soar uma campainha com som agradável, enquanto que uma resposta incorreta faz acender uma luz vermelha e soar um outro tipo de campainha. 

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 15: CHÁ DE ERVAS: EFEITOS COMPROVADOS, CONFUSÕES E SABEDORIA POPULAR.

Coordenadora: Dulce Mantuano.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biologia.

Resumo da Atividade: O uso de ervas para tratamentos terapêuticos, medicinais ou alucinógenos ocorre desde o início da civilização humana. Apesar disso, até os dias de hoje é possível ver o mau uso dos chás e confusões na sua veiculação e administração. Isto dá-se, em grande parte, pela dificuldade de identificação das plantas corretas, e das suas partes. Além dos outros efeitos combinados ao desejado, que o extrato natural pode possuir. O objetivo deste trabalho é divulgar o conhecimento sobre ervas comumente usadas, mostrar como associar características das plantas ao seu reconhecimento, e como fazer a preparação adequada. Para alcançar este objetivo será realizada uma oficina de degustação de chás, com jogos de adivinhação para a associação dos chás com as respectivas ervas. Formas de veiculação comercial serão mostradas e as potenciais causas de confusão entre as ervas serão explicitadas. 

Faixa Etária: A partir de 14 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 16: PLANTAS ALIMENTÍCIAS NÃO CONVENCIONAIS (PANC): CONHECER, CULTIVAR, COMER.

Coordenadores: Ana Cláudia de Macêdo Vieira.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: A utilização de plantas na alimentação tem grande importância nutricional, cultural e econômica, e com o crescente uso da monocultura e transgênicos a diversidade de alimentos consumidos é cada vez menor, tornando a dieta limitada nutricionalmente e monótona. O incentivo ao cultivo e consumo de plantas alimentícias pouco corriqueiras ou a utilização de partes não convencionais de um vegetal que já tem o uso de outros órgãos difundido, é uma boa forma de tornar a alimentação mais equilibrada, diversificada e saudável, alavancar a economia de regiões rurais e resgatar heranças culturais dessas localidades. Neste contexto surge o acrônimo PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) criado por Valdely Ferreira Kinupp para denominar as plantas com uma ou mais partes comestíveis que não tem seu uso comum e difundido na população. O município de Magé, no estado do Rio de Janeiro, conta com agricultores que cultivam e comercializam algumas PANC, além de utilizá-las para consumo familiar. Muitos chefes renomados nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo vem acrescentando espécies de PANC aos cardápios de seus restaurantes justamente para diversificar os ingredientes utilizados na preparação de pratos para um público àvido por novidades. O objetivo da presente atividade é divulgar os dados sobre a composição nutricional, formas de uso, bem como apresentar dados sobre possível toxicidade ou segurança, de forma a orientar a população sobre riscos e benefícios associados ao seu consumo, contribuindo para o resgate do uso tradicional das PANC de forma racional. Foram identificadas 25 espécies de uso como PANC na região de Magé e foram destacadas para estudo: Anredera cordifolia – Bertalha menor; Colocasia esculenta - Inhame, Dioscorea bulbifera – Cará-moela; Dioscorea cayennensis - Cará do norte, Pereskia bleo e Pereskia grandiflora – Ora-pro-nobis; Talinum paniculatum – João Gomes, Talinum triangulare – Língua de Vaca. Através do uso de jogos didáticos, exposição de espécimes, distribuição de mudas e folhetos informativos contendo dados sobre as plantas e receitas para seu preparo e consumo, pretendemos divulgar e incentivar o emprego de PANC na alimentação nos meios urbanos.

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 17: CONHECENDO OS ÓLEOS ESSENCIAIS NOS ALIMENTOS.

Coordenadores: Monica Freiman de Souza Ramos.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Óleos essenciais são compostos voláteis extraídos de plantas aromáticas por diferentes processos, sendo os principais a destilação, compressão (de frutos), extração por solventes. As diversas substâncias químicas que compõem os óleos essenciais pertencentes duas classes químicas, os monoterpenos e os sesquiterpenos. Há uma grande variação da composição dos óleos essenciais entre as diferentes espécies de plantas existentes no planeta. As plantas sintetizam e armazenam esses óleos em estruturas secretoras externas ou internas, tais como pelos secretores ou glândulas endógenas ou ductos. Podem ser extraídos de diversos órgãos vegetais: folhas, flores, frutos, cascas de caules e raízes. Nas plantas estes óleos tem funções como a polinização de flores, com aromas que atraem insetos ou aves. Os óleos essenciais também podem ser associados a atividades de defesas químicas das plantas contra herbívoros que podem consumir os diferentes órgãos vegetais. Cada método de extração empregado pode influenciar na composição e no emprego final de óleos essenciais que podem ser empregados na indústria de alimentos, perfumes, cosméticos, medicamentos entre outros. Os métodos de extração são variáveis e podem ser usados métodos químicos ou físicos para sua obtenção. Um método químico é a extração com solventes e um método físico é a extração por pressão a frio.

Faixa etária: 6 a 16 anos

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 18: REDESCOBRINDO AS ESPECIARIAS.

Coordenadores: Elizabeth Accioly.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Nutrição Josué de Castro.

Resumo da Atividade: Desde a era das grandes navegações e descobrimentos marítimos nos séculos XV e XVI as especiarias oriundas, em especial, da índia e China, eram muito valorizadas na Europa, pois não podiam ser cultivadas neste continente em função do clima. Seu principal uso é na culinária, como temperos, conferindo variados sabores aos alimentos mas prestavam-se, também, para conservar os alimentos durante demoradas travessias comerciais da época e como medicamentos, afrodisíacos, perfumes, incensos etc. A praticidade de temperos industrializados substituiu, no mundo moderno, os temperos naturais na preparação de refeições. Mais recentemente, as pesquisas vêm demonstrando novas aplicações, em cosméticos e medicamentos, além dos benefícios funcionais que muitos desses ingredientes podem representar para a saúde. A necessidade de resgatar práticas saudáveis na preparação dos alimentos que consumimos, tem sido estimulada pelas autoridades e instâncias na área da saúde e nutrição. As atividades propostas para essa ação pretendem estimular e valorizar a alimentação saudável, a partir do consumo de temperos naturais, em circuito de atividades que inicia-se transportando o visitante para o período da descoberta e comercialização desses produtos, a partir do relato histórico das grandes navegações e o comércio de especiarias e ervas aromáticas, passando pela identificação das especiarias mais utilizadas na culinária brasileira por meio de teste sensorial pelo tato e olfato e concluindo com informações sobre seu uso no preparo de diferentes pratos, além da distribuição de mix de temperos acompanhados de receitas que podem ser reproduzidas em nível caseiro. Espera-se aportar subsídios para os professores visitantes da exposição nos conteúdos de alimentação no currículo escolar e despertar nos estudantes a consciência da alimentação como fonte de saúde e bem-estar.

Público-Alvo: Professores e estudantes de ensino fundamental e médio (a partir de 7 anos de idade).

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 19: BETA-CAROTENO, ANTOCIANINAS E FERRO E ZINCO: MICRONUTRIENTES EM ALIMENTOS.

Coordenadora: Lucia Maria Jaeger de Carvalho.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Sabe-se que a população mundial sofre de deficiências nutricionais severas, muitas vezes pela falta de matérias-primas para consumir e outras por não fazer seu uso adequado. As mais recorrentes são as deficiências provocadas pelo consumo inadequado de micronutrientes como o ferro, zinco, o beta e o alfa-caroteno. Objetivo: O objetivo de nossa participação é o de poder expor aos alunos alvo da SNCT/2016, um melhor entendimento do que é alimento e seus principais micronutrientes. Metodologia: Serão expostos banners, também distribuídos folders e haverá oficinas com jogos explicando a função destes micronutrientes e mostrando os produtos que podem ser elaborados a partir de matérias-primas como a abóbora, a batata doce de polpa laranja, a abóbora, o feijão-caupi e comum e como frutas, o juçaí e o açaí.

Público-Alvo: Estudantes da ensino médio e fundamental.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 20: O QUE NOS ALIMENTA? O MUNDO MICROSCÓPICO DOS ALIMENTOS.

Coordenadores: Ana Carolina Rennó Sodero.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Nessa oficina mostraremos de forma lúdica a estrutura dos principais constituintes dos alimentos, dando importância à sua função no corpo. Para isso, serão construídas as estruturas tridimensionais das principais moléculas que compõem os alimentos, como lipídeos, aminoácidos e água, utilizando bolas de isopor e espetos de churrasco. O participante também poderá brincar com bolas de massinha e palitos para criar a própria molécula de água. Além disso, explicaremos como os fármacos são moléculas semelhantes e como interatuam com os nutrientes e com outras moléculas do nosso corpo para exercerem suas funções, com brincadeiras, como um jogo de memória e um quiz de perguntas referentes ao tema, dependendo da idade do aluno. Finalmente, será mostrado um vídeo explicativo sobre o caminho dos nutrientes no corpo, e o efeito dos medicamentos. O participante, independente da idade, será capaz de compreender a forma e importância das moléculas na sua forma tridimensional e também compreenderá a estrutura dos nutrientes existentes em alimentos como pão, carne, manteiga, e suas funções biológicas.

Faixa etária: de 6 a 17 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

Atividade 21: PERIGOS ESCONDIDOS NA ALIMENTAÇÃO.

Coordenadora: Débora Henrique da Silva Anjos.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho.

Resumo da Atividade: A alimentação é a condição essencial para a sustentação da vida e precisa ser equilibrada, para que o organismo desenvolva corretamente suas funções e se previna de doenças causadas pela má alimentação e/ou doenças causadas por parasitos intestinais, devido à veiculação de vírus, bactérias, protozoários e helmintos. Para isso, é importante destacar que não é a quantidade ou somente o valor energético que nos proporciona uma alimentação saudável e sim, os diferentes constituintes nutricionais, a adequada higienização, processamento e armazenamento dos alimentos. Os parasitos intestinais humanos são transmitidos por contato direto fecal-oral ou por contaminação de alimentos e água em ambientes com condições sanitárias inadequadas. São prevalentes e muitas vezes, podem perdurar anos no mesmo organismo, podendo afetar o desenvolvimento físico e cognitivo, principalmente em crianças residentes em ambientes de alta contaminação, com aglomeração intensa de pessoas, sem acesso ao devido saneamento e coleta do lixo. A diarreia é um dos principais sintomas nas parasitoses intestinais que pode estar relacionada com tipo de parasito e o tamanho de sua população; fatores que poderão comprometer a absorção de água e de nutrientes, motilidade intestinal, independente de qualidade de alimentação ingerida. Para que esta situação não contribua de forma significativa, impedindo o desenvolvimento social é necessário a realização da promoção da Educação e Saúde, que é um dos objetivos do projeto extencionista Construindo o Saber, o qual aborda de forma interdisciplinar a Parasitologia e Saúde Pública, agregando ao processo de alfabetização/ divulgação científica; com a integração das oficinas (i) Microscopia, (ii) Ludicidade (iii) Higienização de alimentos e mãos. Na oficina de Microscopia, alguns parasitos intestinais serão visualizados com auxílio de microscópio pelo público visitante, cujo objetivo é ratificar a existência destas pequenas formas de vida, principalmente para alunos de educação infantil e ensino fundamental, apesar a impossibilidade de observá-los a olho desarmado, bem como informar sobre os principais mecanismos de transmissão. A atividade de (ii) ludicidade; consiste na visualização de alterações morfológicas teciduais causadas pelos parasitos e a atividade de (iii) higienização de mãos e alimentos, como mecanismo de prevenção de contaminação com diferentes parasitos.

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 22: A SELEÇÃO ARTIFICIAL NA NOSSA MESA.

Coordenadora: Marcus Vinícius Vieira.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biologia.

Resumo da Atividade: Com o descobrimento da genética e de suas funcionalidades, tornou-se praxe comum a “Seleção artificial de alimentos”. Esse processo visa “melhorar” os alimentos artificialmente com o objetivo de beneficiar tanto a agricultura quanto o consumidor (por exemplo, aumentando o tamanho de determinados alimentos). A partir dessa perspectiva, essa oficina visa demonstrar às pessoas como os alimentos que consumimos são diferentes do que encontramos na natureza, através de uma breve demonstração lúdica e simplificada de como essa seleção acontece e de uma roda de conversa com uso de painéis demonstrativos. Após este momento, haverá uma pequena brincadeira (jogo da memória), onde os participantes deverão encontrar os pares, que corresponderão a imagem do alimento selvagem e o alimento selecionado artificialmente. Por fim, um pequeno debate sobre as mudanças consideráveis, benefícios e troca de conhecimentos sobre o assunto.

Faixa Etária: A partir de 10 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 23: BORBOLETAS, UM ELO IMPORTANTE NA REDE COMPLEXA DA NATUREZA E NA CADEIA DE PRODUÇÃO DE ALIMENTOS.

Coordenadora: Margarete de Macedo Monteiro.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biologia.

Resumo da Atividade: Apesar de a alimentação humana depender direta ou indiretamente da polinização animal em quase ¾, uma pesquisa realizada pelo IBOPE em 2015, revelou que 78% da população adulta brasileira não sabe o significado ou nunca ouviu falar em polinização. Além disso, entre os 22% dos brasileiros que dizem conhecer o termo, somente 8% dizem que é o processo de transporte do pólen de uma flor para outra, e menos da metade sabe que, na maioria das vezes, a polinização ocorre por ação de animais. Entre os grupos de animais polinizadores, os insetos são, de longe, os organismos mais importantes, sendo as abelhas os insetos mais reconhecidos pela população humana como polinizadores de plantas. Borboletas e mariposas também possuem papel extremamente relevante na polinização, muitas delas dependentes exclusivamente desses insetos para sua reprodução. Entretanto, esse grupo de organismos é desconhecido pela população no que se refere a sua atuação tão efetiva no ambiente. Conhecer o processo de polinização na natureza e o serviço ecossistêmico efetuado pelos insetos permite compreendermos uma parte importante de como é produzido grande parte de nossos alimentos e, mais ainda, entendermos a dependência que nós temos da natureza. Essa compreensão é necessária e importante para termos cidadãos conscientes e capazes de se sentir como responsáveis pela manutenção da complexa rede de ligações que permite a continuidade da vida em nosso planeta.

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 24: PI(RA)POCA: POR UMA CULTURA BRASILEIRA E SUSTENTÁVEL DO MILHO.

Coordenadora: Marcella Sulis.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Nutrição Josué de Castro.

Resumo da AtividadeO milho é um cereal nativo das Américas. No Brasil, o seu cultivo foi realizados pelos povos indígenas e, durante o período colonial, a integração do milho ao uso doméstico e ritualístico deveu-se mais aos povos afro-descendentes do que ao colonizador português, que preferia o trigo, associado à tradição alimentar e cultural européia (BASSO, 2014). Ao destacarmos as influências afro-indígenas por meio de uma cultura do milho no Brasil chamamos atenção para os seus traços de união nos quais o milho – alimento e cultura – possibilitou identidade e diferença. Hoje, tanto o milho nativo como a cultura do milho brasileira enfrenta práticas agressivas e não sustentáveis como as do agronegócio. Tratar-se-ia de uma outra cultura do milho, baseada na norte-americana, na qual o milho é uma commodity agrícola (POLLAND, 2014). Tal cultura importada fabrica a perda de biodiversidade (poluição, esgotamento dos solos, consumo de água, agrotóxicos, milho transgênico etc.), graves conflitos socioambientais (disputa por terras, distribuição desigual de renda, desvalorização do milho nativo etc.), tornando vulneráveis as formas de subsistência das populações indígenas e quilombolas. Nesse processo, destacamos ainda o apagamento da memória social da cultura do milho brasileira. Tendo essas questões em vista, nossa atividade propõe o engajamento da Gastronomia na defesa de uma cultura brasileira e sustentável do milho. Para tanto e utilizando suportes artísticos e lúdicos, convidamos nossos visitantes à valorizar o milho nativo, o legado afro-indígena e suas contribuições para a cultura do milho no Brasil. O grupo vinculado ao Projeto de Extensão Pi(ra)poca propõe um espaço de experimentação artístico, lúdico e participativo, visando divulgar e valorizar a contribuição afro-indígena para a cultura brasileira e sustentável do milho.

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 25: MICORRIZAS ARBUSCULARES: DA NUTRIÇÃO DE PLANTAS A PRODUÇÃO SUSTENTÁVEL DE ALIMENTOS E RECUPERAÇÃO AMBIENTAL.

Coordenador: Maria Beatriz Barbosa de Barros Barreto.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Biologia.

Resumo da Atividade: O cultivo de plantas é o principal processo de produção de alimentos, fibras, matérias primas e energia. A eficiência deste processo, depende, entre outros fatores, do acesso das plantas a água e nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento. Para aumentar a eficiência neste processo, em sistemas naturais, a maioria das espécies de plantas, estabelecem simbiose mutualística com fungos micorrízicos arbusculares (MA) denominada MICORRIZAS (MICO=fungo e Riza= raízes). Nesta simbiose, as plantas fornecem energia derivada da fotossíntese aos fungos em troca de nutrientes e água. O efeito benéfico mais marcante desta simbiose está no aumento da produtividade via aumento da eficiência de aquisição de nutrientes, conferida pelo micélio fúngico que explora os recursos do solo com maior eficiência que as raízes das plantas. Pesquisas científicas vêm elucidando a origem e o papel desta simbiose no desenvolvimento de plantas e na produtividade e sustentabilidade de ecossistemas naturais e antrópicos. Esta oficina abordará aspectos funcionais, evolutivos e biológicos da simbiose MA visando demonstrar seu mecanismo de funcionamento e sua importância para a produção sustentável de alimentos e recuperação de áreas degradadas. Serão utilizados modelos para demostrar o funcionamento do mecanismo de aquisição de nutrientes via micélio fúngico através do aumento da área de aquisição de nutrientes (superfície específica). A diversidade biológica do fungo será explorada a partir do exame da morfologia de esporos dispostos em solução aquosa em placas de petri e observados em microscópio estereoscópico, bem como, em posters. A compatibilidade simbiótica e a integração morfológica e funcional fungo-planta será demonstrada a partir de diagramas, da observação de fragmentos de raízes colonizadas e do exame de culturas in vitro entre fungos e raízes em microscópio estereoscópico. A história evolutiva, a filogenia e a abrangência da simbiose entre plantas e nos ecossistemas vegetais terrestres será demostrada em pôster e em uma história. Teremos uma mesa com massa de modelar, oficina de desenho, jogo da memória, quebra-cabeça e um caça-palavras (Ensino fundamental). Será realizado um jogo com perguntas sobre micorrizas e suas aplicações.

Público-Alvo: professores e alunos do ensino médio e fundamental.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 26: O USO DAS LEGUMINOSAS NA ALIMENTAÇÃO: CONHECENDO O VALOR DO FEIJÃO.

Coordenadores: Juliana Villela Paulino.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Tendo em vista que a ONU declarou o ano de 2016 como Ano Internacional das Leguminosas com o propósito de elevar a consciência sobre a importância do papel dessas plantas na alimentação, escolhemos o feijão como planta modelo da presente proposta, por seu alto valor nutricional e preferência no paladar dos brasileiros. Assim, a atividade “O Uso das leguminosas na alimentação: Conhecendo o valor do feijão”, que busca integrar professores e alunos da Faculdade de Farmácia da UFRJ com alunos de escolas públicas, bem como a sociedade em geral, sob o princípio constitucional da indissociabilidade do ensino superior entre ensino, pesquisa e extensão, consistirá na demonstração do valor proteico de diferentes variedades de feijão utilizadas na gastronomia brasileira, especialmente em cozinhas regionais. Níveis proteicos serão testados por meio de testes qualitativos colorimétricos, feitos em farinhas oriundas de pelo menos cinco variedades de feijão (Phaseolus vulgaris L. – Leguminosae). Propomos um experimento baseado na reação de complexação do íon cúprico para análise do teor de proteínas. O trabalho utilizará materiais de fácil aquisição e ilustrará uma reação para detecção de proteínas em alimentos, tendo como resultado o surgimento de uma coloração violeta (indicativo de proteínas) devido à interação entre proteínas e o íon Cu2+. A intensidade da coloração violeta que será observada no experimento irá variar em termos da concentração de proteínas na mistura. Além disso, pretendemos expor mudas e as sementes de cada variedade utilizada na atividade, a fim de fornecer informações botânicas, como por exemplo, qual parte do corpo do vegetal é utilizada como alimento. Esperamos com a presente atividade, lançar mão da utilização do alimento feijão, amplamente utilizado na cozinha brasileira, para contextualizar conhecimento químico e biológico que possa ser facilmente captado pelo público presente na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e, também utilizado pelos professores, que visitarem a atividade, posteriormente, em suas aulas práticas, possibilitando trabalhar conteúdos relacionados às biomoléculas.

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 27: DE PLANTA TÓXICA À PLANTA ALIMENTÍCIA, BASTAM ALGUNS TRUQUES FÍSICO-QUÍMICO.

Coordenadores: Maria Isabel Sampaio dos Santos.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: A espécie Maninhot esculenta Crantz, pertencente à família botânica Euphorbiaceae, é popularmente nomeada de mandioca brava. Apesar de ser conhecida como uma planta tóxica, é extremamente versátil para alimentação humana, pois das suas folhas é produzido o prato conhecido como maniçoba e das suas raízes produz-se a farinha de mandioca, o tucupi e a goma de tapioca. Todos esses pratos são muito apreciados, especialmente no estado do Pará, onde eles foram concebidos pela população indígena. A toxicidade deve-se ao constituinte volátil liberado pela espécie para proteger-se do ataque de herbívoros, denominado ácido cianídrico. Os índios aprenderam a cultivar a espécie e ainda eliminar o constituinte tóxico para poder consumí-la. Qual será o segredo descoberto por eles? Qual será o fundamento da técnica empregada? O que é ácido cianídrico? Como o ácido cianídrico é liberado? Quais serão os constituintes químicos envolvidos na liberação do ácido? Qual é a química envolvida por trás desta deliciosa espécie? São várias as perguntas que podem ser exploradas em um só alimento. Que tal explorar esse mundo da mandioca?

Faixa Etária: Livre

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 28: DO CAMPO À MESA: OS PERIGOS QUÍMICOS QUE HÁ POR TRÁS DOS ALIMENTOS.

Coordenadores: Nancy dos Santos Barbi.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da AtividadeA proposta da oficina é fazer com que o público-alvo, conheça substâncias que podem estar presentes nos alimentos in natura e substâncias que podem ser formadas durante o processamento de alimentos, capazes de oferecer riscos em potencial à nossa saúde. O que são agrotóxicos? A lavagem adequada de frutas, legumes e verduras pode diminuir a concentração destas substâncias? Quais os efeitos tóxicos dos diferentes agrotóxicos e como podemos minimizar a ingestão dos mesmos através dos alimentos? O uso dessas substâncias na agricultura tem sido feito de forma bastante extensiva e inadequada, sendo o Brasil o maior consumidor no mundo. Com o auxílio de maquetes, estimularemos o cultivo de hortas caseiras e orientaremos como preparar uma formulação contra pragas que não ofereça risco à saúde. Na sequência, mostraremos que algumas substâncias tóxicas que não estavam presentes nos alimentos, podem ser formadas durante o processo de preparo. Que substâncias são estas? Como são formadas? Quais os riscos que oferecem à nossa saúde? Como podemos evitar que sejam formadas? Será que dá para comer batata frita com menos acrilamida e churrasco com menos benzopireno, já que são substâncias carcinogênicas? Através de experimentos, demonstraremos que dependendo da composição dos alimentos e das condições de processamento, ocorrerão diferentes reações químicas com formação ou não de substâncias tóxicas. Espera-se que utilizando conceitos básicos de química, elaborados de forma lúdica e atraente através de experimentos, jogos e exposições, o público seja capaz de refletir sobre hábitos alimentares mais saudáveis, com melhor qualidade e de forma mais segura, sob a óptica da ciência. O tempo médio para apresentação é de 30 minutos e, se possível, 10-12 participantes por vez.

Público-Alvo: Alunos do ensino fundamental e médio e o público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 29: ANÁLISE SENSORIAL DE NOVOS PRODUTOS.

Coordenadores: Maria Cristina Jesus Freitas.

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Nutrição Josué de Castro.

Resumo da Atividade:O padrão alimentar nas áreas urbanas brasileira tem se caracterizado pelo consumo excessivo de produtos alimentícios industrializados, em detrimento da ingestão de alimentos regionais e tradicionais, sendo também crescente o número de pessoas que apresentam consumo reduzido de frutas e hortaliças. Essa mudança no padrão alimentar da população brasileira está associada ao aumento de Doenças Crônicas não Transmissíveis. A Educação Alimentar e Nutricional (EAN) é uma ferramenta importante auxiliando no controle e na redução da prevalência dessas doenças, promovendo escolhas inteligentes.Baseando-se nas diretrizes da Política Nacional de Alimentação e Nutrição sobretudo sob a ótica de práticas saudáveis. A análise sensorial de novos produtos , cuja proposta é a degustação dos produtos alimentícios desenvolvidos, com ingredientes não convencionais : semente ( abóbora e baru); talos de hortaliças (espinafre, couve e bertalha); frutas (biomassa de banana verde), exerce a atividade instrumental metodológica de veículo da interação com os visitantes da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia por linguagem não formal de trocas de saberes estabelecendo a importância da alimentação balanceada, rica em fibra alimentar, minerais e vitaminas à saúde, sobretudo, em benefício a flora intestinal e a valorização da biodiversidade no contexto nacional.Assim, desenvolvendo coletivamente Ações em Saúde capazes de incrementar a qualidade da alimentação do indivíduo.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 30: CIÊNCIA E TECNOLOGIAS DIGITAIS ALIMENTANDO A EDUCAÇÃO EM SAÚDE: CONCEPÇÕES DE SAÚDE E AVALIAÇÃO ANTROPOMÉTRICA.

Coordenadora: Miriam Struchiner.

Unidade Acadêmica Envolvida: Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde.

Resumo da Atividade: Concepções de saúde são indissociáveis do momento histórico, dos avanços do conhecimento científico e tecnológico, das condições econômicas e culturais em nossa sociedade. A evolução do conhecimento científico implica, atualmente, em entender saúde como um fenômeno multideterminado pelas condições biológicas, psicossociais, econômicas e culturais. No entanto, a concepção biomédica, que se refere à saúde como ausência de doença, e a comportamental, que imputa ao estilo de vida dos sujeitos os fatores de risco e prevenção de doenças, ainda prevalecem nas práticas de educação em saúde nas escolas. Esta oficina objetiva, baseada na abordagem construtivista e mediada pelas tecnologias digitais de informação e comunicação (TDIC), que estudantes e professores do ensino fundamental envolvam-se em atividades que contribuam com a construção do conceito ampliado de saúde e com a autoavaliação nutricional a partir da realidade e conhecimentos dos participantes. Pretende, ainda, oferecer oportunidade de professores e alunos estabelecerem conexões entre estas experiências e práticas curriculares. Na atividade Construção do Conceito de Saúde, os participantes construirão pequenas narrativas digitais, compartilhando e discutindo os seus e os conceitos dos demais participantes. conta com as seguintes ferramentas: (1) uma lousa digital contendo a pergunta “Quando eu penso em saúde, o que vem à minha cabeça?”; (2) um repositório no computador com um banco de imagens digitais relacionadas às diversas concepções de saúde – biológica, comportamental e biopsicossocial e acesso a internet; (3) construção de rede social sobre conceito de saúde na SNCT/UFRJ e sua disseminação. A atividade Diário do Corpo tem a finalidade de oferecer aos alunos a oportunidade de compreender, de forma situada, as relações entre saúde, estado nutricional e hábitos alimentares. Após realizarem suas autoavaliações antropométricas junto com colegas, os participantes calcularão seus IMCs, utilizando a ferramenta de Internet (http://ltc-ead.nutes.ufrj.br//diariodocorpo), onde identificarão seu estado nutricional, além de desenvolverem conhecimentos para leitura e análise de gráficos. Tendo em vista a natureza social e cultural da alimentação, serão, também estimulados a pesquisar sobre um dos seguintes temas: pirâmide alimentar e hábitos alimentares da população brasileira.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

  

ATIVIDADE 31: ALIMENTAÇÃO, CORPO SÃO.

Coordenadores: Reginaldo Almeida da Trindade.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Uma dieta equilibrada composta de alimentos naturais, saudáveis e com menos produtos industrializados é uma grande aliada para uma vida com saúde e um corpo também saudável. Com as mudanças nos hábitos alimentares da população mundial, houve também uma mudança no perfil das doenças que atingem com maior morbidade os indivíduos, principalmente em países desenvolvidos e em desenvolvimento. As doenças de origem metabólica, como o diabetes e as cardiopatias atingem uma parcela importante da população, e podem ser preveníveis ou controláveis por um estilo de vida saudável que inclui uma dieta equilibrada, mesmo nos casos genéticos. Nesta atividade, objetiva-se apresentar na SNCT, cujo tema é “Ciência alimentando o Brasil”, como uma alimentação irregular pode influenciar na saúde dos indivíduos. Será utilizado o modelo de diabetes e dislipidemias para exemplificar as principais alterações metabólicas provocadas pela dieta desequilibrada em nutrientes. Será apresentado um modelo de dosagem glicêmica mostrando como a hiperglicemia, que é a principal característica do diabetes, é determinada laboratorialmente e como a a glicemia alterada também altera os padrões de excreção de glicose pela urina. Paralelamente, serão apresentadas aos estudantes participantes as consequências sanguíneas de uma dieta hiperlipidêmica, comparando amostras de plasma hiperlipêmico e normal. As amostras sanguíneas serão utilizadas apenas para apresentação visual e não haverá manipulação. Para demonstração e manipulação durante as dosagens laboratoriais serão preparadas soluções simuladas de sangue e urina. O tempo médio da demonstração ficará entre 7 e 10 minutos mantendo-se o caráter interativo com linguagens lúdicas para a troca de conhecimento. Capacidade de 10 participantes por vez, na faixa etária a partir de 14 anos. Com esta atividade, espera-se conscientizar os estudantes (público alvo da SNCT) da importância da alimentação para a manutenção da saúde, e mostrar como as alterações metabólicas são detectadas laboratorialmente. Além disso, a atividade mostrará a importância do profissional do laboratório, especialmente o farmacêutico, como executante de atividade fundamental de apoio à saúde da população.

Faixa Etária: A partir de 14 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 32: Ciência dos alimentos: uma relação entre a tecnologia farmacêutica e a gastronomia molecular.

Coordenadora: Bianca Aloise Maneira Corrêa Santos.

Unidades Acadêmicas Envolvidas: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Existe uma grande semelhança entre às preparações farmacêuticas e alimentícias. Podemos pensar, por exemplo, nas emulsões, como cremes e loções medicamentosas ou cosméticas e, em paralelo, na maionese, sorvete, molho para saladas, entre outros. Comparar géis farmacêuticos com alimentos, como gelatinas, queijos e geleias. Até os aerossóis, como desodorantes e produtos inalatórios, podem ser comparados com o spray de chantilly. Diferentes processos químicos e físicos estão relacionados com essas preparações. A gastronomia molecular estuda esses processos para agregar valor, qualidade e preservar os alimentos; e a tecnologia farmacêutica para o desenvolvimento de preparações farmacêuticas. Com a realização de 3 oficinas e jogos, nossas atividades visam explicar diferentes preparações alimentícias e farmacêuticas; realizar jogos educativos; preparar “caviar” de frutas para explicar nanotecnologia; e demonstrar a conservação de alimentos. Assim, utilizar o conhecimento científico e tecnológico para tornar a alimentação cada vez melhor, além de despertar o interesse e curiosidade pela farmácia. A proposta inclui 9 atividades, sendo elas divididas em 3 oficinas e 1 jogo. Em anexo, a descrição das atividades (Duração e faixa etária) e plano de trabalho. Oficina 1. O que são emulsões? - Fazer um paralelo entre emulsões medicamentosas e alimentícias. - Entender o mecanismo de formação de emulsões a partir de uma atividade interativa que ilustra a mistura água-óleo, com a utilização de alimentos e derivados. - Utilização de bolinhas de isopor para ilustrar a mistura água e óleo com o auxílio do emulsionante, Oficina 2. “Caviar” de frutas: Demonstração da formação de partículas “caviar” e um paralelo com a nanotecnologia. Para isso, serão utilizados sucos de frutas e agentes alimentícios geleificantes. Oficina 3. Conservação de alimentos: - Embalagens, câmara solar e dosímetro: utilizando lâmpadas que emitem luz solar simulada e corantes fluorescentes, será demonstrado como diferentes embalagens protegem o alimento da luz. - Embalagens comestíveis e confitar: Técnicas de conservação dos alimentos - Oxidação de frutas: Utilização de frutas cítricas impedindo o escurecimento de outras frutas. Jogo de tabuleiro: Perguntas e dicas para desafiar e aprimorar o conhecimento dos alimentos utilizando áreas da farmácia.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 33: Anemias Carenciais.

Coordenadora: Eliana Abreu Santos.

Unidades Acadêmicas Envolvidas: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Anemias carenciais são resultantes da deficiência de importantes nutrientes para o organismo, como ferro, ácido fólico e vitamina B12. Anemia por deficiência de ferro é considerada um problema de saúde pública, atingindo principalmente crianças menores de 2 anos e gestantes, especialmente em países em desenvolvimento (WHO, 2001). Essa anemia causa a produção de hemácias com conteúdo de hemoglobina diminuído e microcitose. A deficiência de ácido fólico ou de vitamina B12 está relacionada à produção de hemácias macrocíticas (Anemia Megaloblástica), neutrófilos plurissegmentados, podendo ocorrer pancitopenia. Essas deficiências são mais frequentemente observadas em adultos. A causa dessas anemias pode ser baixa ingesta ou comprometimento na absorção (deficiência de folato), como é o caso da anemia perniciosa (deficiência de vitamina B12). A proposta da Oficina é incentivar estudantes a partir de 10 anos de idade, a entrar em contato com necessidades alimentares, com o conhecimento das diferentes células sanguíneas e o vínculo da influência da alimentação diária com a formação destas células, utilizando linguagem própria e atividades lúdicas. Iniciaremos com breve explicação sobre anemia, seus sintomas, seus diferentes tipos, como as hemácias podem se apresentar e a relação da doença com a dieta. Descreveremos mais detalhes sobre a morfologia das células doentes (alterações de formas e coloração das hemácias) comparando com as saudáveis e os alunos observarão essas diferenças ao microscópio (lâminas de pacientes saudáveis e com os tipos de anemias) e em material complementar macroscópico similar às hemácias saudáveis e anômalas. Após, passaremos à atividade lúdica: nesta, os alunos identificarão os alimentos ricos em ferro, ácido fólico e em vitamina B12 e que contribuem para uma formação plena das hemácias. Esses alimentos estão exemplificados por réplicas em feltro juntamente com réplicas de alimentos não ricos nestes nutrientes e ainda outros que podem ou não interferir na absorção pelo organismo. Os estudantes identificam os alimentos e colam num mural específico. Por fim, os monitores conferem a seleção dos alimentos terminando com explicação para necessidade de uma dieta balanceada. Estima-se que a oficina consiga atender cerca de 3 grupos de 4 alunos por vez, utilizando uma média de 12 minutos com cada grupo.

Público-Alvo: A partir de 10 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 34: Comida de verdade.

Coordenador: Paula Ramos.

Unidade Acadêmica Envolvida: Núcleo de Tecnologia Educacional para a Saúde.

Resumo da Atividade: Comer é um ato social e cultural, que envolve seleção, escolhas, ocasiões e rituais e está intimamente relacionado com ideias, significados e interpretações de experiências e situações (Canesqui e Garcia, 2005). A sociedade contemporânea vem passando por um processo paulatino de distanciamento em relação ao alimento e estudos epidemiológicos relacionam o atual padrão alimentar com doenças crônicas tais como obesidade, diabetes e desnutrição. Nessa atividade, os participantes serão convidados a refletir sobre a alimentação contemporânea e seus hábitos alimentares, com base em experiências sensoriais, lúdicas e interativas, organizadas em três exposições interativas: 1) De olho nos ingredientes – os participantes serão convidados a se questionar sobre os diferentes aditivos químicos utilizados pela indústria e conhecerão alguns dos problemas de saúde causados por esses aditivos; (2) De olho nas informações nutricionais – os participantes serão confrontados com as quantidades de açúcar, sódio e gordura que costumam consumir em seus lanches; (3) Conhecendo alternativas – os participantes serão convidados a experimentar uma preparação culinária com frutas e/ou legumes frescos e saudáveis, comparando qualidade e sabor com um similar industrializado. As três exposições interativas seguem uma determinada sequência, cuja a duração total é de 20 minutos em média.

Faixa Etária: A partir de 6 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 35: TOXINAS FÚNGICAS EM ALIMENTOS.

Coordenadora: Paulo Murillo Neufeld.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: As toxinas de origem fúngica são genericamente chamadas de “micotoxinas”. Esse termo é usado para designar um grupo de compostos, com diferentes naturezas químicas, produzidos por algumas espécies de fungos durante o seu desenvolvimento e que, quando ingeridas, podem causar importantes intoxicações, com múltiplos sintomas, inclusive, podendo levar a morte. Dois grupos de toxinas são identificados. Um grupo está associado às chamadas micotoxinas exógenas, onde o fungo produz e secreta a substância tóxica sobre os alimentos. O outro grupo, refere-se às micotoxinas exógenas, que são substâncias plásticas que entram na conformação da estrutura morfológica fúngica. A história natural das intoxicações com micotoxinas é diferente para cada grupo. Em relação às micotoxinas exógenas, não é mandatório a ingestão do fungo concomitante com o alimento, tendo em vista que a retirada do fungo não significa a retirada da toxina. Em se tratando de micotoxina endógena, a ingestão do fungo é obrigatória para a ocorrência da intoxicação, pois a substância tóxica faz parte da constituição fungo. Clinicamente, a ingestão de micotoxinas exógenas é chamada de micotoxicose. As micotoxicoses ocorrem em função do consumo de substâncias produzidas, principalmente, por fungos filamentosos como Aspergilus sp., Penicillium sp. e Fusarium sp. As toxinas mais prevalentes são a aflatoxina, ocratoxina, patulina, toxina T2 e zearalenona. Os principais efeitos tóxicos estão relacionados à hepatotoxicidade, nefrotoxicidade, neoplasias, hemorragias, dermatites, gangrenam convulsão e feminização. A ingestão de micotoxinas endógenas é conhecida como micetismo. Tradicionalmente, o micetismo está ligado ao consumo de cogumelos venenosos, podendo ter um período de latência curto (> 5h) ou longo (<5h), com patologias gastrointestinais, renais, cardiovasculares, neurológicas e miopáticas. As substâncias mais frequentemente envolvidas são a amanitina, faloidina, muscarina, psilocibina, giromitrina, coprina e panterina. Amanita sp., Psilocybe sp., Gyromitra sp., Coprinus sp., Boletus sp., Tricholoma sp., Paxilus sp. são alguns dos cogumelos, normalmente, associados à clínica do micetismo. O entendimento da ecoepidemiologia e dos mecanismos de ação das toxicoses fúngicas permite o estabelecimento de protocolos de prevenção e controle, bem como de tratamento das síndromes decorrentes da ingestão de ambos os grupos de micotoxinas.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 36: Alimentos Veiculando Medicamentos e Organismos Patogênicos.

Coordenadora: Ângelo Samir Melim Miguel.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: O Brasil figura entre os maiores mercados produtores e consumidores de alimentos de origem animal, incluindo carnes e leites. Atualmente é o segundo maior rebanho bovino e o quinto produtor de leite fluido do mundo. Uma das formas de aumentar a produtividade e reduzir custos de produção está na manutenção da saúde dos animais, os quais recebem medicamentos, como antibióticos e antiparasitários, não somente para tratamento, mas também para profilaxia. Embora existam recomendações e normas para controle e uso de tais medicamentos, existe uma tendência ao uso indiscriminado dos mesmos, podendo contaminar os alimentos de origem animal e constituir risco à saúde humana. São vários os antibióticos usados na terapêutica veterinária, destacando-se as penicilinas, tetraciclinas, estreptomicinas, sulfas, dentre outros. Da mesma forma, muitos são os antiparasitários usados, como a ivermectina, oxamniquina, mebendazol, dentre outros. Além disso, existe o risco da contaminação desses alimentos e água por agentes biológicos, como bactérias, fungos, protozoários e ovos de parasitos, desde a fase de produção até o consumo. Considerando a segurança alimentar, deve-se respeitar os prazos estipulados para consumo dos alimentos, pois estes constituem um excelente meio para a proliferação de microrganismos. Nesse sentido, presente trabalho será desenvolvido para atender alunos de escolas do ensino médio e fundamental, cuja idade varia de 6 a 17 anos, visando demonstrar a existência desses microrganismos nos alimentos por microscopia, bem como os mecanismos de reação química observados macroscopicamente, ao público do ensino médio e fundamental. Incluem-se entre as maneiras mais comuns e eficazes de se prevenir esse tipo de contaminação as formas adequadas de higiene e boas práticas de produção de alimentos, o adequado armazenamento e transporte, bem como sensibilizar o consumidor da importância de se evitar ingestão de alimentos crus, mal cozidos ou mal assados, e o uso de sanitizantes adequados à higienização de alimentos, como hortaliças e frutas, por exemplo. Muitas são as causas e consequências dos processos de contaminação de alimentos, podendo ser biológicas ou químicas, sendo necessários cuidados quanto ao consumo e preservação dos mesmos, visando promover a saúde humana.

Público-Alvo: Alunos de escolas do ensino médio e fundamental, faixa etária de 6 a 17 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 37: Tudo que arde dói, mas pode aliviar também! Conhecendo a resposta dolorosa através dos alimentos e condimentos.

Coordenadora: Ana Luisa Palhares de Miranda.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: A Dor pode ser uma resposta benéfica ou não. Nesta atividade iremos mostrar como a dor é transmitida, percebida, estudada, tratada, através da resposta do organismo a certas substâncias presentes em alimentos e condimentos, e como esses alimentos ou substâncias provenientes são usados como tratamento e ajudam na descoberta de novas substâncias analgésicas para dores crônicas. A oficina será realizada em três etapas com duração total de 30 minutos (15 min/10min/5min), com capacidade para 10 participantes por vez. A atividade é criada em uma linguagem aceitável para a perfeita compreensão de estudantes do 6º ano ao Ensino Médio, na faixa etária a partir de 11 anos. Na primeira etapa serão realizadas demonstrações práticas de diferentes modalidades de estímulos dolorosos com equipamentos utilizados na pesquisa básica fazendo um paralelo com os estudos em animais. Os alunos poderão testar suas sensibilidades frente a estes estímulos. Na segunda etapa mostraremos como alimentos e condimentos influenciam a resposta dolorosa (pimenta, canela, hortelã, mostarda, kiwi, sardinha,...). Na terceira etapa apresentaremos um vídeo de cerca de 2 – 3 minutos, onde mostraremos como estes componentes ativam ou inibem os sensores de dor, os medicamentos que se originaram a partir destas substâncias, como elas auxiliam no desenvolvimento de novos medicamentos, e assim os alunos verão na prática o que está acontecendo dentro do organismo.

Faixa Etária: A partir de 11 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 38: Alimentos como fonte de proteínas e peptídeos bioativos.

Coordenadora: Theo Luiz Ferraz de Souza.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Farmácia.

Resumo da Atividade: Além do importante papel na nutrição humana, alimentos podem ser fonte de moléculas funcionais. São considerados alimentos funcionais os que produzem efeitos benéficos à saúde, além das funções nutricionais básicas. Como exemplo, a proteína de soja que tem capacidade de ajudar a reduzir o colesterol, quando consumida diariamente, em quantidades adequadas. Embora alguns alimentos não possam ser considerados funcionais, podem ser fonte de proteínas e peptídeos bioativos, por exemplo. Nesta oficina, pretendemos demonstrar que alimentos, tais como leite e soja, apresentam proteínas e peptídeos que podem ter efeitos preventivos e efetivos em doenças. O leite é um alimento presente em diversas preparações, tais como bolos, pães, iogurte, queijos etc, e apresenta cerca de 3 a 4 % de proteínas. Já a soja, com cerca de 40% de proteínas, apresenta grande interesse para a alimentação como substituta da carne. Além da importância nutricional, iremos apresentar algumas proteínas e peptídeos bioativos presentes no leite (p. ex. caseína, α-lactalbumina, β-lactoglobulina e seus derivados), e na soja (p. ex. lunasina). Estes peptídeos bioativos podem apresentar atividade anti-hipertensiva, antioxidante, imunomodulatória, hipocolesterolêmica, anticâncer, dentre outras. Inicialmente, realizaremos experimentos simples que demostram a atividade de proteínas em alimentos, tais como: 1- demonstração da atividade da enzima bromelina (presente no abacaxi) sobre o colágeno (presente na gelatina); 2- demonstração da atividade da enzima polifenoloxidase presente em batatas que está associada ao escurecimento (produção da melanina) na presença do oxigênio; 3- demonstração da ação da catalase presente em alimentos pela adição de água oxigenada. Adicionalmente, de forma lúdica, iremos correlacionar alguns alimentos com os seus respectivos peptídeos ou proteínas bioativas e atividades, como por exemplo, a partir de um jogo da memória informativo. Trabalharemos também os conceitos de estrutura e função de proteínas, mostrando algumas estruturas tridimensionais em um computador e suas funções em nosso organismo. Além disso, idealizamos novos jogos e brincadeiras interativas, como a construção de um grande caça-palavras com material reciclável para consolidação do conhecimento. Buscaremos utilizar termos mais comuns para aumentar a proximidade do público-alvo com o assunto e estimular o interesse sobre o conhecimento apresentado.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 39: Biotecnologia e visualização de dados. Tecnologias sensíveis para  uma produção de alimento sustentável.

Coordenadora: Adriana Hemerly.

Unidade Acadêmica Envolvida:  Instituto de Bioquímica Médica.

Resumo da Atividade: Dentro da temática da SNCT 2016, a meta da oficina proposta é abordar o tema “Biotecnologia e visualização de dados. Tecnologias sensíveis para  uma produção de alimento sustentável”,  aonde atividades expositivas serão elaboradas de forma a mostrar a interação das plantas com o ambiente e seu efeito na produção de alimentos.  A atividade irá construir formas diferentes de materiais pedagógicos que possam ser combinados para atender aos diversos públicos-alvo, que incluirão professores e alunos da Educação Básica e público leigo em geral. As oficinas serão interativas, expondo vídeo, banners e materiais biológicos reais,  que poderão ser tocados e manipulados. Serão demonstradas biotecnologias que estão sendo desenvolvidas no LBMP para mudar os 'sensores vegetais' do ambiente, permitindo que as plantas cresçam em condições limitantes ao cultivo, produzindo mais alimento e de forma sustentável. A instalação artística apresentará, com base nos dados colhidos pelos sensores que monitoram as plantas e seu entrono, visualização destes dados de forma dinâmica, favorecendo ao público o entendimento dos principais conceitos investigados pelo laboratório junto a suas aplicações. O objetivo final de todas as atividades desenvolvidas é oferecer ao indivíduo conhecimentos que levem à promoção de uma mudança de comportamento e atitudes frente às questões ambientais, ao mesmo tempo que sensibiliza a produção do conhecimento científico através do diálogo com a arte.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 40: TERRÁRIO COM ERVAS CULINÁRIAS – INTERATIVO E INTERDISCIPLINAR PARA A APRENDIZAGEM DE CONCEITOS SOCIOCIENTÍFICOS.

Coordenadora: Cláudia Lino Piccinini.

Unidades Acadêmicas Envolvidas: Faculdade de Educação.

Resumo da Atividade: Nesta oficina, estudantes e professores da educação básica, irão participar interativamente da construção de um grande terrário com ervas culinárias diversas. O objetivo, além da aprendizagem sobre a construção do mini-ecossistema, também resultará na discussão e aprendizagem de conceitos como: (i) o que são e a importância do cultivo caseiro de ervas culinárias e medicinais; (ii) formas de cultivo orgânico; (iii) agricultura familiar e agronegócio; (iv) relação alimentação e saúde; (v) valor nutricional dos alimentos; (vi) relação homem e natureza; dentre outras que surjam na interação com o público. Pretende-se atender pelo menos 50 alunos (de todas as idades) e professores nesta atividade, sendo 5 alunos e 1 professor a cada rodada de montagem e discussão. Os participantes também terão a oportunidade de criar e levar para casa um terrário de garrafa pet, com uma erva de sua escolha. Diversos materiais didáticos, principalmente com questões para reflexão em salas de aula, serão entregues aos alunos participantes. Ao final da atividade, será realizado um debate sobre a possibilidade da escola desenvolver ações de educação alimentar, usando o aprendido na SNCT. O público será convidado a assistir filmes de curta duração que relacionem e incentivem o estabelecimento da relação entre consumo e desperdício – Horta Suspensa; O veneno está na mesa 2 (versão condensada); Runaway, a geladeira fujona, dentre muitos outros. 

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 41: FUNGOS TAMBÉM SÃO ALIMENTOS.

Coordenadora: Cláudia Lino Piccinini.

Unidade Acadêmica Envolvida:  Faculdade de Educação.

Resumo da Atividade: Na oficina os alunos serão capazes de verificar e compreender a importância dos fungos na nossa alimentação. Os fungos apresentam um papel ecológico muito importante para o planeta e, no presente trabalho, daremos ênfase à importância desses seres vivos na nossa alimentação. Uma das utilidades mais conhecidas é a fermentação, das quais podemos citar, por exemplo: a fabricação do pão, a produção de cerveja e vinhos, a utilização de fermento biológico, dentre outros. Pretende-se atender pelo menos 40 alunos (de todas as idades) e 8 professores nesta atividade, sendo 5 alunos e 1 professor a cada rodada de montagem e discussão. O objetivo da atividade é levar os participantes a associarem a importância desses eucariotos ao nosso cotidiano. Para isso faremos observação ao microscópio e um experimento de fermentação no pão. Por ser um experimento simples e como o tempo é curto para uma discussão aprofundada com os participantes, e considerando a importância do tema, o professor poderá desdobrar essa atividade com a sua turma na sala de aula usando os materiais produzidos para a SNCT. OUTRAS OFICINAS QUE SERÃO APRESENTADAS: TERRÁRIO COM ERVAS CULINÁRIAS – INTERATIVO E INTERDISCIPLINAR PARA A APRENDIZAGEM DE CONCEITOS SOCIOCIENTÍFICOS. VOCÊ É O QUE VOCÊ COME.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 42: Da produção à comercialização: a rota dos alimentos.

Coordenadora: Maria Jacqueline Girão Soares de Lima.

Unidade Acadêmica Envolvida: Faculdade de Educação.

Resumo da Atividade:O projeto “Educação Ambiental para professores da educação básica: perspectivas teóricas e práticas” (EAPEB) integra atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas no “Projeto Fundão Biologia”. Abordamos temáticas como sustentabilidade, consumo e alimentação na perspectiva crítica, o que inclui a discussão sobre o papel da ciência e do ensino de Ciências na superação da problemática socioambiental. Sinalizamos o caráter político da alimentação, reforçados pela consolidação do agronegócio como um dos pilares da economia brasileira nos últimos quinze anos. Chamamos atenção ao quanto estamos sujeitos a decisões que não nos cabem completamente, mas sim a políticas públicas e artifícios midiáticos que fomentam um agronegócio insustentável social e ambientalmente que, por sua vez, se articula a uma indústria alimentícia altamente lucrativa, em detrimento da qualidade de vida. Nossa oficina tem por objetivo levantar questionamentos e discussões acerca da problemática alimentar. Através de itens como batata, laranja, soja e tomate, faremos um circuito interativo, abordando os estágios da comercialização desses alimentos, como plantação, distribuição, industrialização e comercialização, ressaltando a influência da propaganda em nossos hábitos de consumo. Percorreremos com os participantes um circuito com os possíveis caminhos de um alimento até o consumidor, partindo da plantação, passando pela distribuição, industrialização e comercialização. Será possível notar que, em alguns casos, um ou mais estágios estarão ausentes do processo, como no caso dos alimentos vendidos in natura. Veremos a participação da ciência nesse caminho, como por exemplo em melhorias de técnicas de plantio, processos industriais, na elaboração das embalagens, entre outros. Discutiremos a dicotomia que há no papel da ciência, que pode fortalecer interesses de grandes corporações, mas que também pode instrumentalizar o pequeno produtor e denunciar ao consumidor os males que os processos industriais podem trazer à sua saúde. Nesse sentido, a atividade proposta dialoga com o tema “Ciência alimentando o Brasil”, da XIII Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, ao atentar à crítica necessária aos nossos hábitos (alimentares), e à complexidade da realidade para que seja possível promover mudança cultural, política e social. Capacidade de 5 participantes por vez.

Publico Alvo: Estudantes e professores da escola básica.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 43: A importância dos rótulos na indústria de alimentos.

Coordenador: Lauro Luís Martins Medeiros de Melo.

Unidade Acadêmica Envolvida: Escola de Química.

Resumo da Atividade: A oficina irá introduzir conceitos referentes à indústria de alimentos e aos rótulos comumente consumidos por crianças e jovens de forma lúdica e interativa por meio de um jogo dinâmico em equipes, de forma a estimular o trabalho em grupo e colaborativo. A ideia principal é testar o conhecimento das crianças e jovens quanto ao nível de processamento, tipo de embalagem e origem dos alimentos que elas consomem, gerando um pensamento crítico e discutindo ideias que estejam relacionadas à alimentação adequada, reciclagem e origem dos alimentos. Na prática, a oficina promoverá entre crianças e adolescentes que visitarão a UFRJ um jogo criado pelos alunos de Engenharia de Alimentos intitulado “O poder das embalagens e seus rótulos”. Nesse jogo, as crianças e adolescentes terão a oportunidade de classificar alimentos em diferentes domínios (por exemplo, tipo de embalagem, nível de processamento, teor de açúcar e origem). No final da atividade, os estudantes de graduação da UFRJ discutirão as respostas apresentadas, explicando possíveis erros e acertos.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 44: O que é o glúten?

Coordenadora: Eveline Lopes Almeida.

Unidade Acadêmica Envolvida: Escola de Química.

Resumo da Atividade: Desde que a Lei nº 10.674, de 16 de maio de 2013 foi sancionada, os consumidores brasileiros convivem com a informação “contém glúten” e “não contém glúten” nos rótulos dos produtos alimentícios comercializados. Além disso, a mídia (televisão, rádio e internet) vem vinculando matérias que abordam sobre a doença celíaca e os malefícios ou os benefícios do glúten na dieta. Portanto, a população sabe da existência do componente de alguns alimentos chamado glúten, mas certamente não entende o que realmente ele é. O objetivo desta oficina é introduzir, em linguagem de fácil compreensão, o conceito do glúten e mostrar a importância tecnológica de tal componente nas características de qualidade de alimentos elaborados com farinha de trigo. A oficina será apresentada por alunos do curso de graduação em Engenharia de Alimentos da UFRJ, tendo como público alvo alunos do ensino médio (idade entre 14 e 18 anos). Duas farinhas de trigo com características reológicas diferentes (farinha de trigo para pão e farinha de trigo para pizza) serão utilizadas para preparar duas massas distintas. O glúten será isolado pela lavagem das massas em água (glúten úmido) e será seco em sanduicheira (glúten seco). Os alunos poderão visualizar o glúten úmido e o glúten seco (quantidade e características de extensão/resistência à extensão) das duas diferentes massas e, através disso conhecer o glúten e verificar a importância deste componente na estrutura de dois produtos alimentícios (pão e pizza). A abordagem será realizada dentro de 20 minutos, tendo 6 alunos espectadores por apresentação.

Público-Alvo: Alunos do ensino médio (idade entre 14 e 18 anos).

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 45: Oficina de química verde.

Coordenadora: Bettina Susanne Hoffmann

Unidade Acadêmica Envolvida: Escola de Química.

Resumo da Atividade: O desenvolvimento econômico com base no modelo de desenvolvimento sustentável ainda não possui parâmetros plenamente definidos, mas vem ganhando uma maior amplitude atingindo de chefes de estado até a população de diversos países. A construção das ideias acerca deste tema é importante para manutenção da sociedade e dos ecossistemas garantindo que as gerações futuras tenham recursos para tornar-se socialmente mais justas. Neste âmbito a química vem buscando o desenvolvimento de processos e produtos menos agressivos ao meio ambiente possibilitando uma melhor reflexão entre acadêmicos, estudantes, industriais, etc. Especialmente na área de alimentação, a química verde possui um papel importante, uma vez que a moderna indústria alimentícia se tornou insustentável em várias dimensões. A química verde ainda não é conhecida pelo público em geral motivando a participação dos futuros químicos industriais e engenheiros químicos da Escola de Química/UFRJ na sua divulgação durante o evento Semana Nacional de Ciência e Tecnologia. Essa divulgação pode ampliar o conhecimento a respeito do tema e desenvolver um melhor “relacionamento” dos alunos do ensino médio, principalmente, com a química de maneira geral. Para este fim, a oficina incluirá uma série de experimentos ligados aos temas de química verde e alimentação, através dos quais alunos da Escola de Química explicarão fenômenos de reações químicas e conceitos de sustentabilidade.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 46: Construindo Saberes sobre a Alimentação através da Arte de Arcimboldo e a Ciência Agroecológica

Coordenadora: Christine Ruta

Unidade Acadêmica Envolvida: Polo Barreto – Campus Macaé

Resumo da Atividade: As transformações que se afloram nas relações sociais, no que tange os modos de produção e aos hábitos alimentares mais saudáveis, são cada vez mais observados na contemporaneidade. A revalorização da agricultura, e o comportamento autossustentável que os indivíduos têm buscado cada vez mais, incluem também, a forma no manejo consciente da terra, que gera subsídios para as futuras gerações e a longevidade que a sociedade tem almejado. A presente oficina trata-se de uma proposta interdisciplinar e transversal de ensino em um espaço não formal durante a SNCT2016. A oficina terá como inspiração a obra Vertumnus do artista plástico Guiseppe Arcimboldo, que retrata a relação do homem com os vegetais, frutos e flores. A oficina abordará principalmente as áreas de conhecimento: Arte, Ciências e História. A atividade será executada em três etapas: 1 - Exibição de vídeo (10 mins) previamente elaborado para introduzir os quatro principais eixos de saberes da oficina: Pintura, Agricultura, Alimento e Saúde; 2 - Montagem de dois quebra-cabeças gigantes (1m X 90 cm) da Obra Vertumnus por duas equipes através de um jogo de perguntas-respostas, principalmente sobre os vegetais e os frutos contidos na obra e no cotiano dos estudantes (10 mins). Serão abordados todos os aspectos benéficos dos vegetais e dos frutos para a saúde humana, com maior ênfase para os alimentos relacionados a saúde da tireoide; 3 - Distribuição de kits (Hortinha com Arte e Saúde) com sementes, material básico para cultivo de hortas orgânicas e folder de divulgação sobre a importância dos alimentos para a saúde e sobre a obra de Arcimboldo (5 mins). O público alvo desta oficina é composto por alunos do ensino básico, de 7 a 15 anos. A oficina, tem duração de 25 mins, capacidade para atender 25 alunos a cada realização. Espera-se que a oficina de forma lúdica estimule o cognitivo, o trabalho em grupo e a pro-atividade dos alunos em relação a temática da SNCT2016

Público-Alvo: Alunos do ensino básico, de 7 a 15 anos.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 47: Comprei gato por lebre? - O DNA nos ajuda a descobrir isso

Coordenador: Joana Zanol Pinheiro da Silva

Unidade Acadêmica Envolvida: Polo Xerém

Resumo da Atividade: Todos os seres vivos são compostos de células, que contêm em seu interior material genético (DNA). O DNA é responsável por determinar as características dos organismos e é composto por uma sequência de pequenas unidades (desoxirribonucletídeos) de quatro tipos (Adenina, Citosina, Timina, Guanina). O que determina as diferentes características dos seres vivos é justamente a sequência em que essas pequenas unidades estão distribuídas ao longo do DNA, ou seja, cada espécie tem sua própria sequência de DNA. Uma das questões centrais da indústria alimentícia e dos órgãos de controle do governo é reconhecer a autenticidade e a origem dos alimentos que consumimos. Para isso, sequências de DNA vêm sendo cada vez mais implementadas nesse controle de qualidade, pois permitem a identificação inclusive de alimentos processados (e.g. enlatados). Mesmo processado, o alimento mantém o seu DNA. Assim, é possível determinar a sequência de uma região específica do DNA que tenha características únicas para cada espécie, como um código de barra de cada espécie. Isso permite, por exemplo, a identificação de pescados congelados, de enlatados, de componentes de rações, embutidos e temperos. A atividade consistirá na apresentação de um modelo interativo do DNA, o que permitirá ao público uma melhor compreensão de como a sequência de bases do DNA é única para cada espécie. Além disso, haverá um modelo de célula onde o público descobrirá a localização do DNA. Com uma prática simples de extração de DNA de frutas, realizada pelo próprio público, as pessoas poderão ver o DNA. Finalmente, um jogo permitirá aos participantes entender o uso do DNA código de barras na identificação da composição e origem de alimentos processados. A equipe dessa proposta atuará simultaneamente nos campi Fundão e Xerém. O objetivo final é informar o público, com foco em alunos do segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio, sobre as técnicas de controle de qualidade dos alimentos que utilizam sequências de DNA, visando garantir a segurança e a autenticidade dos alimentos para o consumidor. A atividade atenderá à 10 pessoas por hora em cada um dos locais na qual será apresentada (campi Fundão e Xerém).

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 48: InformAÇÃO: Informação para Ação - O veneno de cada dia

Coordenador: Maria Luiza Machado Campos

Unidade Acadêmica Envolvida: Instituto de Matemática

Resumo da Atividade: O objetivo desta oficina é mostrar o papel das Tecnologias da Informação na conscientização e divulgação dos riscos associados ao uso de agrotóxicos no Brasil. A atividade pretende apresentar ao público os perigos que os agrotóxicos vêm trazendo aos alimentos e à água dos brasileiros. Ao mesmo tempo, pretende-se mostrar que no país que é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, milhares de agricultores vêm descobrindo a alternativa agroecológica. Através de ferramentas computacionais, o visitante vai obter informações sobre os alimentos mais intoxicados e sobre a as experiências de agroecologia no Brasil. Como base da atividade serão utilizados dados do Portal de Dados Abertos sobre Agrotóxicos (http://dados.contraosagrotoxicos.org/), resultado do Projeto Observtório de Atenção ao Uso de Agrotóxicos no Brasi. Aproveitaremos o tema para explorar diferentes ambientes computacionais, tentando motivar os visitantes para o imenso potencial da área de computação em termos de disseminação de informações e formação de redes de colaboração. Serão utilizados jogos, aplicações em dispositivos móveis e visualizações de dados para motivar os visitantes a explorar as informações sobre o uso de agrotóxicos no Brasil e motivá-los para a importância da agricultura agroecológica e o consumo consciente de produtos saudáveis.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 18,19 e 20 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

CAMPUS XERÉM - Local de realização: Estrada de Xerém, nº 27, Xerém, Duque de Caxias

 

ATIVIDADE 48: Imunologia da Nutrição

Coordenador: Herbert Leonel de Matos Guedes

Unidade Acadêmica Envolvida: 

Resumo da Atividade: Neste trabalho iremos apresentar para o público uma nova forma de olhar a alimentação, não pelo olhar nutricional e sim imunológico. O primeiro aspecto que será abordado é de compreender que os alimentos são antígenos, estes são corpos estranhos e que desenvolvemos resposta imune contra eles. Responder aos antígenos da dieta garantem que o sistema imune sempre esteja de sentinela e garante o seu amadurecimento. Neste tópico, nós iremos estudar todos os componentes fisiológicos desta resposta Imune (Células, tecidos, etc). Teremos um modelo do intestino, com as diferentes estruturas do sistema imune para explicar como ocorre esta resposta. É importante ressaltar que temos que gerar uma tolerância Imunológica para que possamos nos alimentar, sem gerar uma resposta imune prejudicial que pode danificar a saúde. Nós vamos apresentar como são geradas de forma ativa a tolerância de antígenos da dieta. Oficina de Imunologia da Nutrição, cuja proposta é conhecer o sistema Imune da mucosa Intestinal, apresenta tempo médio de de 30 min.

Faixa Etária: A partir de 13 anos.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 49: Alergia alimentar

Coordenadores: Herbert Leonel de Matos Guedes

Unidade Acadêmica Envolvida: 

Resumo da Atividade: Os alimentos que comemos são reconhecidos como antígenos. Quando não toleramos um componente da dieta, por falha do sistema de tolerância oral, nós desenvolvemos alergia alimentar. Geralmente associado a componentes proteicos da dieta. Atualmente, a alergia alimentar é uma das doenças que gravemente vem acometendo a população humana, sendo letal se não tratada, causando o choque anafilático. Nosso objetivo é explicar o que é alergia, o que é a alergia aos alimentos, quais são os sintomas, quais são as células que participam do processo inflamatório na alergia alimentar, o que é o choque anafilático, quais são os alimentos que mais são capazes de induzir alergia alimentar e como podemos prevenir e tratar a alergia alimentar. Oficina de Alergia Alimentar, cuja proposta é conhecer profundamente o que é alergia alimentar, apresenta tempo médio de 40 min.

Faixa Etária: A partir de 13 anos.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 50: Biotecnologia do Iogurte

Coordenador:Herbert Leonel de Matos Guedes

Unidade Acadêmica Envolvida:

Resumo da Atividade: Oficina Biotecnologia do Iogurte, cujo a proposta é elaborar um iogurte natural e ecologicamente correto com tempo médio de 1 hora (no local), com capacidade de 30 pessoas por vez idade indicada a partir de 14 anos. -O iogurte, é nosso alvo por ser largamente consumido, altamente nutritivo e por possuir nutrientes como vitaminas do complexo B, Vitamina A, rico em proteínas e rico em cálcio. Um poderoso pro-biótico acessível economicamente, torna o consumo desse alimento fermentado, estrategicamente importante para quem deseja levar uma vida saudável. O iogurte natural e ecologicamente correto traz vantagens como ausência de espessantes, conservantes artificiais, amido modificado, corante e até o teor de sódio pode ser evitado, o mesmo é acrescentado em industrializados -Definição do iogurte: Leite fermentado cujo a fermentação se realiza com cultivos proto-simbióticos de Streptococcus salivarius subsp. thermophillus e Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus. -Na produção utilizamos leite, iogurte, frutas, açúcar mascavo e aromatizante de baunilha. No processo o leite é levado a iogurteira (o mesmo deve ser pasteurizado) após fervido ou não depende da consistência desejada no final, a iogurteira garante uma temperatura perto de 40ºC que é a temperatura ideal para a fermentação do leite pelas bactérias Streptococcus salivarius subsp. thermophillus e Lactobacillus delbrueckii subsp. bulgaricus o tempo de fermentação pode variar de 6 a 12 horas depende do aroma, sabor e consistência desejada, caso o soro vá ser retirado, esse processo é necessário para se obter o iogurte do estilo grego, é importante observar o tempo de fermentação para que o soro não fique muito ácido, assim ele pode ser reaproveitado na confecção de bolo ou um subproduto como a ricota. Depois de pronto o iogurte recebe algumas gotas de aromatizante (a gosto e opcional) e açúcar refinado ou mascavo (a gosto) ou pode ser dessorado por cerca de 6 horas em baixa temperatura 4ºC para ser exato, com esse processo se obtém o iogurte grego. A poupa da fruta é que será misturada ao iogurte para dar um sabor frutado, ou pode-se fazer uma calda da fruta com açúcar mascavo.

Faixa Etária: A partir de 14 anos.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 51: Vacinas Comestíveis

Coordenadora: Herbert Leonel de Matos Guedes

Unidade Acadêmica Envolvida: 

Resumo da Atividade: Nós vamos apresentar a via oral, como uma via para administração de vacinas e o potencial do uso vacinas comestíveis, que são alimentos transgênicos que apresentam antígenos de patógenos e a pessoa se torna imune contra à doença ao consumir este alimento. Esta é a abordagem de vacinação ideal, pois associa a alimentação com vacinação. Nós vamos mostrar como funciona esta estratégia e atualizar sobre vacinas desta natureza que estão sendo estudadas. Além disso, vamos apresentar o uso de Lactobacillus como vacina. Todos os estudos que estão em andamento e as vantagens desta estratégia. Após passar pela exposição e oficinas, nós esperamos que o público entenda o impacto do uso alimentação como vacina. Para facilitar o entendimento, mostraremos vídeos que mostram como é possível realizar estas estratégias. Oficina de Vacinas Comestíveis, cuja proposta é apresentar o uso de transgênicos e Lactobacillus como vacinas.

Faixa Etária: A partir de 13 anos.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 52: A Importância de Microrganismos na Produção de Alimentos

Coordenadores: Melissa Limoeiro Estrada Gutarra

Unidades Acadêmicas Envolvidas:

Resumo da Atividade: Os microrganismos têm um importante papel na produção de alimentos. Muitos alimentos consumidos hoje contam com a adição de microrganismos em alguma etapa do seu processo. Os microrganismos através de suas atividades metabólicas modificam matrizes alimentícias quanto a sua composição nutricional, textura, sabor e conservação, gerando produtos diferentes. Um exemplo é o iogurte onde bactérias láticas modificam o leite atuando principalmente na lactose, transformando-a em ácido lático que além de aumentar a acidez do produto promove a coagulação das principais proteínas do leite, as caseínas. O iogurte devido a acidez apresenta maior conservação do que o leite e devido a coagulação das proteínas tem alteração na textura. A presente oficina tem como objetivo permitir que os participantes façam associação de produtos alimentícios, com os microrganismos que participam do seu processo de produção e os efeitos que eles causam na matriz original, como o iogurte, o pão e o queijo. Para isso, os participantes poderão observar no microscópio os microrganismos e serão estimulados através de um jogo a relacionar com os produtos e com os efeitos que causam na matriz. A oficina será direcionada para participantes com faixa etária a partir de 12 anos e passará os conceitos da importância de microrganismos na produção de alimentos de forma lúdica através de um jogo elaborado na montagem da oficina.

Faixa Etária: A partir de 12 anos.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 53: Genética e alimentação

Coordenadora: Maria Cecilia Menks Ribeiro

Unidades Acadêmicas Envolvidas: Instituto de Bioquímica Médica e Instituto de Microbiologia Professor Paulo de Góes.

Resumo da Atividade: A alimentação adequada é o princípio da boa saúde e bem estar. Além da qualidade dos alimentos, aspectos individuais e coletivos modulam uma alimentação saudável. Cada dia conhecemos mais a respeito das características genéticas individuais que influenciam nossas necessidades alimentares e a tolerância/ intolerância a substâncias presentes nos alimentos. Um dos exemplos mais emblemáticos é a intolerância a lactose. Outros exemplos são o favismo e a fenilcetonúria, além de condições raras que envolvem necessidades alimentares diferenciadas. A percepção do sabor também é influenciada pelos polimorfismos genéticos. Atualmente, a nutrigenomica possibilita uma caracterização individualizada das necessidades e restrições alimentares, e seu impacto no desenvolvimento de doenças comuns como hipercolesterolemia e diabetes Esta variabilidade genética tem também um significado importante na evolução. Assim podemos utilizar este contexto para explorar conceitos clássicos de genética mendeliana, genética de populações e evolução. Por outro lado as formas atuais de produção, processamento e disponibilização de alimentos também podem provocar alterações no material genético, com repercussão importante ao longo da vida do indivíduo. Estas substâncias estão presentes nos defensivos agricolas, conservantes e até mesmo nas embalagens dos produtos alimentícios. O Brasil é um dos campeões mundiais no uso de agrotóxicos. O tipo de embalagem utilizada acarreta impacto ambiental caso não tenhamos um sistema adequado de contenção e reciclagem. Esta proposta será direcionada a alunos do ensino médio por uma equipe multidisciplinar, de forma lúdica, através de jogos e desafios, com duração de cerca de 30 minutos. Esta atividade busca contribuir para a formação do pensamento crítico contribuindo para a segurança alimentar, considerando também o impacto ambiental decorrente do sistema atual de produção e industrialização de alimentos.

Faixa Etária: Livre.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 54: Comprei gato por lebre? - O DNA nos ajuda a descobrir isso

Coordenador: Joana Zanol Pinheiro da Silva

Unidade Acadêmica Envolvida: Polo Xerém

Resumo da Atividade: Todos os seres vivos são compostos de células, que contêm em seu interior material genético (DNA). O DNA é responsável por determinar as características dos organismos e é composto por uma sequência de pequenas unidades (desoxirribonucletídeos) de quatro tipos (Adenina, Citosina, Timina, Guanina). O que determina as diferentes características dos seres vivos é justamente a sequência em que essas pequenas unidades estão distribuídas ao longo do DNA, ou seja, cada espécie tem sua própria sequência de DNA. Uma das questões centrais da indústria alimentícia e dos órgãos de controle do governo é reconhecer a autenticidade e a origem dos alimentos que consumimos. Para isso, sequências de DNA vêm sendo cada vez mais implementadas nesse controle de qualidade, pois permitem a identificação inclusive de alimentos processados (e.g. enlatados). Mesmo processado, o alimento mantém o seu DNA. Assim, é possível determinar a sequência de uma região específica do DNA que tenha características únicas para cada espécie, como um código de barra de cada espécie. Isso permite, por exemplo, a identificação de pescados congelados, de enlatados, de componentes de rações, embutidos e temperos. A atividade consistirá na apresentação de um modelo interativo do DNA, o que permitirá ao público uma melhor compreensão de como a sequência de bases do DNA é única para cada espécie. Além disso, haverá um modelo de célula onde o público descobrirá a localização do DNA. Com uma prática simples de extração de DNA de frutas, realizada pelo próprio público, as pessoas poderão ver o DNA. Finalmente, um jogo permitirá aos participantes entender o uso do DNA código de barras na identificação da composição e origem de alimentos processados. A equipe dessa proposta atuará simultaneamente nos campi Fundão e Xerém. O objetivo final é informar o público, com foco em alunos do segundo segmento do ensino fundamental e ensino médio, sobre as técnicas de controle de qualidade dos alimentos que utilizam sequências de DNA, visando garantir a segurança e a autenticidade dos alimentos para o consumidor. A atividade atenderá à 10 pessoas por hora em cada um dos locais na qual será apresentada (campi Fundão e Xerém).

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 55: A Física das Radiações nos alimentos: como evitar o desperdício usando Ciência

Coordenadora: Marcus Vinicius de Oliveira Moutinho

Unidade Acadêmica Envolvida:

Resumo da Atividade: Oficina de teste sensorial onde o visitante terá a oportunidade de experimentar alimentos submetidos previamente à radiação ionizante em comparação ao mesmo tipo de alimento não irradiado. Será oferecido ao visitante um questionário para que ele possa descrever as possíveis diferenças entre ambos os alimentos, sem que ele saiba qual dos alimentos foi irradiado. Será explicado, resumidamente e coloquialmente, a importância e os cuidados necessários com o uso da radiação ionizante pela humanidade. Será mostrada a diferença visual ao longo do tempo entre duas partes de um mesmo alimento, sendo uma delas submetida à radiação. O objetivo principal da oficina será mostrar que o uso controlado da radiação ionizante pode estender a vida útil de alimentos sem causar danos à população, evitando assim o desperdício. O controle da taxa de emissão de radiação será mostrado continuamente através de um dosímetro, com o intuito de deixar claro que, após a exposição, não há diferença em termos de emissão de radiação, entre os alimentos irradiados ou não. Os estudantes aprenderão sobre a Física das Radiações e o uso benéfico da interação da radiação ionizante com a matéria orgânica e ainda poderão ter a oportunidade de acompanhar o processo de irradiação dos alimentos. Ao final da oficina os estudantes farão um levantamento estatístico dos questionários preenchidos pelos visitantes.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 56: Física na cozinha

Coordenadores: Carsten Enderlein

Unidade Acadêmica Envolvida:

Resumo da Atividade: Oficina gastronômica cuja proposta é elaborar receitas simples com tempo médio de preparo de 15 min com objetivo de mostrar a aplicação da ciência no preparo de refeições. Os participantes terão a oportunidade de ver efeitos da física relativamente avançada numa maneira acessível. Esta atividade levantará a consciência dos participantes sobre uso de conceitos físicos no dia-a-dia. Particularmente, serão abordados, numa linguagem simples, os conceitos da termodinâmica e do eletromagnetismo. Os participantes seguirão uma receita simples e no final degustarão o preparado. Nessa forma divertida aprenderão tanto como as novas tecnologias quanto como os conceitos da física básica, são aplicadas para o cozimento e a conservação dos alimentos. No final não poderia faltar a sobremesa que será sorvete feito com nitrogênio liquido (que está a uma temperatura de -196 °C) que será preparado pelos professores. Adicionalmente os participantes receberão informação sobre o principio de funcionamento da panela de pressão, do forno micro-ondas e do Refrigerador. Capacidade de 10 participantes por vez, na faixa etária a partir de 10 anos.

Faixa Etária: A partir de 10 anos.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 57: POR DENTRO DOS ALIMENTOS.

Coordenadora: Luisa Andrea Ketzer

Unidade Acadêmica Envolvida: 

Resumo da Atividade: Os alimentos são excelentes fontes de energia, importantes para diversas ações que nosso corpo realiza como: estudar, trabalhar, brincar e praticar exercícios físicos. O objetivo da oficina científica é mostrar ao público diferentes aspectos da nossa alimentação: 1) composição dos alimentos, ressaltando o conteúdo de açucares e gorduras; 2) uso de agrotóxicos na produção de alimentos; 3) ciência na produção de plantas transgênicas, seus prós e contras. Cada sessão da oficina terá duração de 1 hora e será teórico e prática. A previsão de público para a semana é de 320 pessoas, sendo 4 oficinas diárias com com capacidade para 20 alunos. A equipe tem experiência com oficinas (cursos de férias) nesta temática em escolas públicas. A atividade contribuirá para a difusão do conhecimento científico sobre a ciência por dentro dos alimentos, evidenciando aspectos atuais e relevantes sobre Alimentação e Saúde.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 58: Reaproveitamento de alimentos

Coordenadora: Bianca Ortiz da Silva

Unidade Acadêmica Envolvida: 

Resumo da Atividade: O cultivo de espécies vegetais acompanha a vida no planeta e tem como principal objetivo sanar as necessidades humanas principalmente no que tange a alimentação e saúde. Ao longo dos anos as plantas sofreram processos de domesticação que foram os predecessores da agricultura atual. As bases do cultivo vegetal sofrem influência das condições edafoclimáticas, além dos fatores bióticos e abióticos que determinam o sucesso de uma grande diversidade vegetal no solo brasileiro, que conta com uma produção de 140 milhões de toneladas de alimentos por ano. As dimensões territoriais aliadas à enorme biodiversidade reforçam as projeções que indicam o Brasil como um dos principais produtores de alimentos nos próximos anos. Entretanto, atualmente existe um paradoxo na sociedade onde se observa uma grande parcela dos indivíduos, cerca de 13 milhões de indivíduos, que ainda vivem sem acesso à alimentação diversificada e de qualidade ou sofrem de desnutrição. Por outro lado, 30% da produção agrícola é desperdiçada com técnicas de colheitas ineficientes, transporte e armazenamento, comércio. Nos domicílios observa-se uma continuidade nesse desperdício, principalmente pelo apodrecimento de alimento, inutilização de partes vegetais com grande quantidade de nutrientes e pelo descarte irregular. O desconhecimento da população sobre as características nutricionais dos alimentos aliado a falta de políticas integrativas que disseminem as práticas de reaproveitameto de alimentos favorecem o desperdício. Dentro desse cenário, esse projeto visa conscientizar sobre a necessidade de reduzir o desperdício estimulando o reaproveitamento de órgãos vegetais não utilizados na dieta habitual assim como estimular a produção de biofertilizante por meio de vermicomposteiras para cultivos orgânicos domésticos. Será realizada uma oficina de reaproveitamento de vegetais por meio da utilização de cascas de frutas para a fabricação de sucos, doces e geleias. Além disso, será elaborado um folder com as informações nutricionais de talos, cascas e sementes de vegetais a fim de estimular o consumo desses órgãos. Por último, os alimentos que não apresentarem características próprias para o consumo serão reaproveitados através de uma vermicomposteira para a produção de fertilizantes orgânicos de plantas. Além disso, serão apresentados para os alunos alimentos orgânicos.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

ATIVIDADE 59: A Mecânica Quântica dos Seres Vivos.

Coordenadora: Juan Martin Otalora Goicochea

Unidade Acadêmica Envolvida:

Resumo da Atividade: A base da grande maioria das cadeias alimentares tem origem em organismos fotossintetizantes, que são capazes de produzir seu próprio alimento a partir da fotossíntese. Recentes estudos indicam o fenômeno de coerência quântica como possível responsável pela quase unitária eficiência do transporte dos elétrons no processo de fotossíntese. Em esta atividade será realizado um estudo em conjunto entre docentes e alunos de graduação do Polo Xerém sobre este e outros fenômenos da recente área da Biologia Quântica. Estes estudos serão trabalhadas de maneira a transmitir conhecimento para o publico alvo. A proposta é despertar o interesse do publico alvo para um tema da fronteira do conhecimento apresentando este de maneira lúdica. Será apresentado um pôster com figuras que possam explicar os fenômenos de forma visual e será também usada mídia visual para os processos que precisem de movimento. Tentaremos criar também maquetes quando o publico alvo for composto por crianças. Este projeto se insere dentro do tema do Edital que é “Ciência Alimentando o Brasil”, é a ciência da Física e a Biologia interagindo para explicar fenômeno de fotossíntese por exemplo que é a base para toda produção de alimentos do mundo.

Público-Alvo: Público em geral.

Período: 20 e 21 de outubro.

Horário: 9h às 17h.

 

 

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